Praticamente inexistente há cerca de 20 anos, a distribuição do Comércio na região- que já tinha sido grande na década de 60 - foi retomada em meados dos anos 90. Hoje o jornal chega a várias cidades, sendo encontrado em bancas e pontos de vendas e chega também a assinantes. O diretor-executivo do GCN Comunicação, o jornalista Corrêa Neves Júnior, comenta essa retomada da circulação do jornal na região e a importância das cidades vizinhas.
Comércio da Franca - Quando e como foi tomada a decisão de enviar o jornal para a região?
Corrêa Neves Júnior - O Comércio da Franca caminha para o seu centenário. Nestas quase dez décadas de existência, foram muitos os ciclos. Houve períodos em que a participação da região na circulação do jornal era maior, como nos anos 60; noutros tantos ficou reduzidíssima e, em alguns momentos, praticamente inexistiu, como nos anos 80 e parte dos 90. Se analisarmos apenas as últimas três décadas, é possível fixar a retomada da atenção para a região na segunda metade dos anos 90. Foi a partir daí que a distribuição regular de jornais para as principais cidades foi retomada. Primeiro, em bancas e pontos de venda. Depois, também com a operação de assinaturas.
Comércio - Qual a importância de fazer essa distribuição para as cidades vizinhas?
Corrêa Neves Júnior - Do ponto de vista financeiro, muito pequena. A maior parte das cidades da nossa região tem um setor comercial pouco diversificado, com baixa capacidade de investimento publicitário, que é o que sustenta qualquer operação editorial impressa ou de radiodifusão. Mas política e comunitariamente, é muito importante. Quando o jornal registra e acompanha o que acontece na região, a sua gente se identifica e valoriza. Os mesmos critérios éticos jornalísticos que adotamos em Franca, são aplicados na cobertura do noticiário da região. Assim, escândalos são denunciados, problemas são debatidos, o processo eleitoral é acompanhado de perto, inclusive com debates e sabatinas dos principais candidatos. Damos nossa contribuição ao processo democrático e ao fortalecimento da identidade regional com o jornalismo sério que praticamos. E isso só se torna realidade com a circulação do jornal nestas muitas comunidades. Sem isso, estaríamos escrevendo para ninguém. Um jornal de verdade precisa ser lido. E ele só é lido onde circula. Portanto, a distribuição nas principais cidades da região é fundamental.
Comércio da Franca - Hoje o jornal tem assinantes em muitas cidades da região. Como é para você ver o jornal chegando nessas localidades, algumas distantes praticamente 70 quilômetros de Franca?
Corrêa Neves Júnior - É muito curioso. Muitas vezes estou em Rifaina, onde tenho uma propriedade, e vejo pessoas, leitores com o jornal debaixo do braço no domingo. É a mesma sensação boa receber cartas enviadas por leitores de outras tantas cidades. Mas é claro que hoje, em tempos de internet, a possibilidade de cobertura e de leitura foi muito expandida. Leitores de todas as cidades da região acessam o portal pela manhã, comentam, sugerem pautas, protestam, cobram, demonstram seu inconformismo. Isso é muito bonito e, também, uma enorme responsabilidade. Tenho absoluta convicção de que o desenvolvimento da região seguirá registrado em nossas páginas, bem como seus problemas, discutidos e debatidos com seriedade e coragem. É aqui também que, seja através do impresso, seja pela via digital, estaremos contando as histórias da gente da região, suas lutas, seus sonhos e desafios.