09 de julho de 2026

Casos de atropelamentos estão na Justiça


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O Ford Fiesta dirigido por Jander de Oliveira, 19, é visto no pátio da cidade. Motorista é acusado de atropelar e matar curtumeiro de 50 anos em rodovia

O delegado titular do 2º DP, João Walter Tostes Garcia, finalizou recentemente os inquéritos de dois atropelamentos polêmicos envolvendo motoristas que fugiram do local dos acidentes, no mês passado. Os acusados foram enquadrados no crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Na noite do dia 21 de maio, o pintor Rogério Bonini Mendes, 32, foi atropelado por um Peugeot, dirigido pelo vendedor Guilherme Arantes Junqueira, 24, na rua Escrivão Marcos Sodré, Vila Nossa Senhora de Fátima. O carro foi abandonado horas depois na Estação. Após dois dias internado na Santa Casa, Mendes morreu. Junqueira se apresentou três dias depois. Disse que tentou evitar um furto praticado pelo pintor, mas que perdeu o controle e o atingiu sem querer.

No domingo anterior a este acidente (12), o curtumeiro Carlos César Gonçalves, 50, morreu quando voltava do trabalho de moto no Km 398 da Cândido Portinari. Ele foi atingido na traseira pelo Fiesta prata do promotor de vendas Jander Flávio de Oliveira, 19. O motorista foi localizado após imagens da Autovias serem divulgadas. Em depoimento, seis dias depois, Oliveira disse não ter visto a moto e alegou não ter parado por temer agressões.

Garcia explicou que nos casos de homicídio culposo em acidente de trânsito não é possível pedir a prisão imediata porque não existe flagrante. “Levantamos depoimentos e provas, agora esses casos estão na Justiça”.