08 de julho de 2026

Protesto reúne 500 jovens no Centro e na Estação


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Ônibus da empresa São José que seguiria para o Jardim Cambuí teve o caminho interrompido pelo grupo, ontem à noite

Pelo segundo dia consecutivo, manifestantes saíram às ruas da cidade para protestar. Com adesão menor do que as duas primeiras manifestações, o grupo de aproximadamente 500 pessoas usou faixas, buzinas e apitos para pedir a redução na tarifa do ônibus e criticar o trabalho do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB).

O percurso compreendeu algumas ruas no entorno do terminal de ônibus “Ayrton Senna”, no Centro, e da praça da Estação. Em ambos os pontos, o alvo eram ônibus da empresa São José, que tiveram de aguardar por alguns minutos para continuar seu trajeto. O motorista da linha Jardim Cambuí, Antônio Roberto, 66, teve o seu caminho interrompido, mas nem por isso se irritou com as manifestações. “As pessoas têm que lutar pelos seus direitos. Os assalariados estão sendo massacrados. Também estaria no meio deles se não estivesse trabalhando”, disse o profissional que relembrou outras situações mais delicadas pelas quais passou. “Tenho 44 anos de profissão. Uma vez fui cercado por 4 mil jovens que me obrigaram a tirar a camisa da empresa.” A manifestação citada pelo entrevistado não aconteceu em Franca.

Depois da sonora vaia na saída do coletivo, os manifestantes marcharam pela rua General Telles, aos gritos de “Vem pra rua”. E as ruas responderam. Em algumas casas, os moradores piscavam as luzes e em outros moradores saíam e caminhavam ao lado da multidão. “Estamos felizes com a participação neste terceiro ato. O movimento foi menor, mas tivemos dificuldades em mobilizar tanta gente, porque algumas faculdades ainda estão em período de provas, mas vamos continuar”, disse Luiz Stival, líder do grupo estudantil Domínio Público.

Os manifestantes se reúnem neste domingo, às 18 horas, na praça central, para discutir os próximos passos do protesto.