08 de julho de 2026

Professores municipais param e deixam 900 alunos sem aula


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Grupo de professores da Escola Municipal ‘Farid Salomão’, que pedem equiparação salarial

Os professores de duas escolas municipais de Ribeirão Corrente paralisaram ontem as atividades e deixaram cerca de 900 estudantes sem aulas. A reivindicação dos servidores é pela igualdade de salários de PEB I (professores de 1º ao 5º ano) e PEB II (professores de 5º ao 9º ano). Atualmente, a primeira categoria tem remuneração inferior aos profissionais de PEB II, porém, segundo os manifestantes, ambas possuem a mesma formação. A equiparação salarial depende de decisão da Câmara.

A paralisação atingiu os períodos da manhã e tarde e alcançou a adesão de 70 professores da rede municipal que atuam nas escolas “Farid Salomão” e “Jornalista José Granduque”. Muitos pais chegaram a levar os filhos para aulas e foram surpreendidos. “Chegamos a colocar avisos e entregamos comunicados e, na hora da entrada, ficamos do lado de fora informando os pais da situação”, disse a professora Juliana Moreira Pedrosa.

Apesar dos alunos terem sido dispensados, os servidores permaneceram na escola para trabalhos administrativos em decorrência do fechamento de bimestre. A promessa é que as aulas voltem ao normal hoje. Ontem à tarde, no entanto, cartaz fixado em um dos portões da escola municipal “Farid Salomão” indicava que a paralisação seguirá até a próxima reunião da Câmara Municipal, no dia 2 de julho.

Segundo a professora Simoni Leandro, o município tem condições de equiparar os salários, pois conta com verba do Fundeb que permite esse destino. “Não irá onerar as contas da Prefeitura, pois o dinheiro do Fundo é suficiente para igualar os salários das duas categorias.” De acordo com os servidores, o município paga R$ 9,40 a hora-aula para PEB I e R$ 10,45, para PEB II.

“Era para o projeto autorizando o mesmo salário para as duas categorias ter sido aprovado na reunião da Câmara de terça-feira, mas os vereadores pediram mais prazo para estudar o caso”, disse a também professora Georgia Aparecida Martins. Segundo ela, a paralisação de ontem foi para que houvesse uma negociação entre os professores e as autoridades responsáveis. “Fomos recebidos pelo prefeito, vereadores e a secretária de educação, que ficaram de analisar a situação e nos dar uma resposta até a próxima sexta-feira.”

Ontem, a secretária de Educação, identificada como Elaine, não foi encontrada em diversas ocasiões para falar sobre o assunto. Na sede da secretaria de Educação, a informação era que ela havia passado a tarde toda em reunião.