10 de julho de 2026

Vandalismo depois de protesto atinge 10 lojas no Centro de Franca


| Tempo de leitura: 2 min
Homens trabalhavam na manhã de sexta-feira no conserto de porta de loja danificada por vândalos na noite de quinta-feira, no Centro

O Centro de Franca amanheceu ontem em estado lastimável. Doze horas depois dos atos de vandalismo que marcaram o fim do protesto que tomou conta das ruas da cidade, os lojistas contabilizavam os prejuízos e providenciavam o conserto dos estragos. Garis também tiveram trabalho dobrado para limpar a sujeira deixada pelos arruaceiros. Segundo levantamento informal do Comércio, dez lojas foram danificadas. Na rua Campos Salles, um grupo saqueou uma loja. Toda a ação foi filmada pelas câmeras de segurança. 

O quebra-quebra começou por volta das 20 horas, em frente ao Terminal “Ayrton Senna”. Lixeiras foram queimadas pelos vândalos, que também danificaram parte do patrimônio do terminal. 

Próximo dali também houve danos no prédio da Previdência Social, na cabine dos taxistas em frente ao prédio dos Correios e em lojas do calçadão e da Praça Barão. A assessoria de imprensa do Grupo Magazine Luiza confirmou que a loja matriz do Magazine e o Consórcio Luiza foram alvos dos revoltosos e tiveram vidros quebrados. Os estilhaços foram amontoados em dois baldes colocados do lado de fora.

O proprietário da loja Ragown Semi Joias, Guilherme Ricardo Pardo, disse que a porta de seu estabelecimento foi afundada e para trocá-la gastará cerca de R$ 800. O custo também inclui reparos na instalação elétrica da loja. “Felizmente o prejuízo foi só material, já que fechamos mais cedo para preservar a integridade física dos funcionários.”

Na rua Ouvidor Freire, a comerciante Daniela Cardoso, da Baiana Modas, também teve a porta de sua loja danificada. Ela disse ser a favor do protesto pacífico, mas condenou as atitudes de uma minoria. “Nós, comerciantes, pagamos nossos impostos e agora sofremos com o vandalismo.”

Segundo o comerciante José Roberto Machado, da Loja do Aviamento, faltou policiamento na dispersão do manifestantes, classificada por ele como a parte mais complicada do protesto. O estabelecimento de Machado teve duas portas amassadas durante a noite. Ele precisou contratar um segurança para evitar o roubo de mercadorias na madrugada.

Na Praça Barão, a onda de ataques foi ainda maior e atingiu lotérica, loja de bijuterias e acessórios, lanchonete, loja de variedades e até mesmo o Quiosque do Artesão, que teve a porta e janelas apedrejadas.

SAQUE
O rastro de destruição seguiu pela rua Campos Salles, onde um relógio de rua foi danificado e uma loja de confecções saqueada por um grupo de rapazes. A ação aconteceu por volta das 20h30 e durou cerca de cinco minutos. Os vândalos arrobaram a porta da loja e entraram no estabelecimento levando diversas peças que estavam dependuradas em uma arara.

A proprietária Rosângela Maria Pires Moraes disse que ficou desolada ao ver a situação da loja. “Encontramos roupas rasgadas e jogadas na rua. Ficamos até de madrugada organizando tudo. Foi muito triste.” A loja de roupas masculinas, femininas e infantis foi inaugurada há três meses. Segundo Rosângela, o prejuízo calculado chega a R$ 3 mil.