08 de julho de 2026

Entidades voltam a pedir ajuda


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De acordo com a Secretaria de Assistência Social, atualmente 47 entidades assistenciais recebem algum tipo de recurso do município (parte do dinheiro é repassado pelos governo federal ou estadual). Se depender do desejo de algumas instituições, esse número pode aumentar. É o caso da Apada (Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos) que, depois de seis anos, voltou a solicitar ajuda do município para dar sequência no atendimento de orientação e encaminhamento para o mercado de trabalho, aconselhamento da primeira CNH (Carteira Nacional de Habilitação), entre outros.

A presidente do conselho, Isabel Alves de Souza, explica que a entidade enfrenta uma dívida por questão trabalhista o que a impede de receber recursos do governo. “Então dependemos de doações de empresas e de eventos como bazares e venda de pizza.” Os gastos giram em torno de R$ 8 mil mensais com aluguel, luz, alimentação, salário de dois funcionários, entre outros.”Estamos pleiteando o perdão da dívida para conseguir o benefício novamente.”

A Proreavi também renovou o pedido após três anos sem recurso municipal. A presidente da entidade, Eliana Justino, explica que o pedido deixou de ser feito depois que a instituição saiu da Assistência Social e passou para a Saúde. “Acredito que foi por falta de comunicação.” Desde então, a entidade depende da ajuda da comunidade por meio do call center e de bazares com venda de calçados e roupas. “Infelizmente as doações caíram, mas os gastos não”, disse Eliana, que enfrenta uma dívida de mais de R$ 6 mil. Na entidade, que funciona no centro, são atendidas mais de cem pessoas com idades entre 12 e 18 anos com aulas de inglês, música, artes e jiu-jitsu.