09 de julho de 2026

Empresários de lojas da Nicácio reclamam de prejuízos com viaduto


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Estacionamentos no canteiro central da avenida Major Nicácio foram eliminados para dar fluidez ao trânsito. Empresários das proximidades dizem que, sem ter onde parar, clientes sumiram

Não bastassem as suspeitas de irregularidade no processo para construção, o viaduto “Dona Quita” também virou motivo de problemas para os empresários que possuem negócios na avenida Major Nicácio. Eles afirmam que o movimento em seus estabelecimentos caiu até 40% desde que o viaduto foi inaugurado, em março deste ano. Reclamam principalmente do corte nas vagas de estacionamento.

Muitos dizem que, caso a Prefeitura não faça nada, irão procurar outro lugar para instalar seus negócios. Segundo o secretário de Segurança e Cidadania de Franca, Sérgio Buranelli, é impossível criar novas vagas no canteiro central. “Não há quase nada que possa ser feito.”

Segundo os empresários, o maior problema acontece nos dois primeiros quarteirões da avenida após o viaduto, no sentido Santa Cruz, onde o canteiro central perdeu as vagas de estacionamento. “Em horário de pico, os clientes sumiram”, disse o comerciante Juliano Goulart, 30. “Eu tive uma queda entre 35% e 40% desde que tiraram essas vagas, um pouco antes da inauguração”, acrescentou Goulart, que possui um negócio na área há quatro anos e afirma que, caso nenhuma medida seja tomada, terá que tomar medidas mais severas para não ir à falência. “Acredito que terei de procurar outro ponto ou, dependendo do caso, mudar de ramo, afetando aí mais de 30 famílias.”

O comerciante Elton Menedez, 35, reclamou ainda que a falta das vagas de estacionamento causam problemas na hora de receber novas mercadorias. “Já recebi mensagens que se não dermos jeito, meu fornecedor vai parar de fazer entregas porque o caminhão não consegue parar aqui”, explicou Menedez, que trabalha na área há sete anos.

Além da questão da falta de estacionamentos, os empresários dizem que o excesso de velocidade dos motoristas que saem do viaduto assusta quem tenta parar no local. “É muito difícil parar aqui. Você precisa ficar esperto, se não o carro de trás acaba batendo”, relatou a auxiliar administrativa Ana Carolina dos Reis, 19.

Para os empresários, isso acontece porque não existe fiscalização no local. “Existem as placas indicando que na avenida o máximo é 60 km/h e no viaduto é 40 km/h. Mas ninguém respeita isso”, disse um funcionário de um estabelecimento das proximidades. “Antes até tinha radar. Agora a polícia sumiu, e os motoristas aproveitam.”

Para Sérgio Buranelli, a reabertura das vagas do canteiro central é impossível. “Estamos tentando criar um lugar para carga/descarga. Mas não podemos fazer mais que isso.”