As festas juninas são fortemente marcadas pelo caráter religioso. Sob este aspecto, algumas de suas características são explicadas pelos cristãos como relacionadas a fatos narrados no Novo Testamento. É o caso da presença, em algumas regiões do país, de fogueiras e mastros, que são aqueles bambus onde se colocam imagens de um dos três santos homenageados: Antônio, João e Pedro. Leia abaixo as explicações adaptadas por Adriana Portella do livro Didática do Folclore, de Corina Ruiz.
“ Fogueira, fitas, mastros coloridos... Dança e animação. Todos nós conhecemos muito bem a tradição da Festa Junina. Mas a verdadeira história da origem dos festejos juninos vem de muito tempo atrás. Contam que Nossa Senhora e Santa Isabel eram muito amigas. Por esse motivo, costumavam visitar-se com frequência; afinal de contas, amigos de verdade costumam conversar bastante.
Um dia, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora para contar uma novidade: estava esperando um bebê ao qual ela daria o nome de João Batista. Ela estava muito feliz por isso!
Mas naquele tempo, sem muitas opções de comunicação, Nossa Senhora queria saber de que forma seria informada sobre o nascimento do pequeno João Batista. Não havia correio, telefone, muito menos Internet e e-mails.
Sendo assim, Santa Isabel combinou que acenderia uma fogueira bem grande, que pudesse ser vista à distância. Combinou com Nossa Senhora que mandaria erguer um grande mastro com um boneco sobre ele. O tempo passou e, do jeitinho que combinaram, Santa Isabel fez.
Lá de longe Nossa Senhora avistou o sinal de fumaça, logo depois viu as labaredas que subiam e desciam. Ela sorriu e compreendeu a mensagem. Foi visitar a amiga e a encontrou com um belo bebê nos braços. Era dia 24 de junho.
Começou, assim, a ser festejado São João. Com mastro, fogueira e outras coisas bonitas como foguetes, danças”.