O carneiro é um animal de enorme importância econômica como fonte de carne, laticínios, lã e couro. Criado em cativeiro em todos os continentes, foi domesticado há nove mil anos, nas montanhas do que hoje é a Turquia e o Iraque. O feminino de carneiro é ovelha. Ela produz um leite muito saboroso, que dá origem a queijos excelentes, como o mundialmente conhecido roquefort. Quando pequenos estes animais recebem também os nomes de cordeiro, anho ou borrego.
Os carneiros são, quase sempre, criados em rebanhos. O manejo requer cuidados, seja pelo fato de se tratar de um rebanho grande, ou por serem animais sensíveis. Nas regiões mais frias, como no sul do Brasil, o cuidado com as crias recém-nascidas deve ser intenso, já que a época de partos coincide com os meses de inverno.
Além do frio, os criadores devem atentar para raposas e outros predadores, que cercam as fêmeas e roubam-lhes os filhotes. A lã, retirada no início do verão, é importante fonte de renda para o criador. Ela torna a crescer, garantindo ao animal a sua própria defesa ao frio.
Basicamente, o carneiro é animal dócil, sem nenhum mecanismo natural de defesa; o que deve ter influenciado para, na cultura popular, estar associado à ideia de inocência. Nas imagens de São João, cuja festa se comemora no próximo dia 24, o carneiro, como símbolo de mansidão, está sempre presente. Mas há exceções: às vezes é necessária alguma precaução com alguns animais mais agressivos. Neste caso, eles podem usar as hastes de forma perigosa.
A criação de carneiros se chama ovinovultura.