09 de julho de 2026

Adolescente ameaçado de morte por traficantes ainda espera ajuda


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Mãe do adolescente de 16 anos diz que filho não parou de consumir drogas e que teme pela vida dele

O adolescente de 16 anos ameaçado de morte por traficantes, que teve seu drama publicado pelo Comércio da Franca no dia 2 de junho, ainda não foi internado. Depois de procurar diversas autoridades, a mãe do rapaz conseguiu que a Defensoria Pública ingressasse com uma ação na Justiça para garantir tratamento para o garoto, que é viciado em crack. Mas o juiz da Vara da Infância e Juventude, José Rodrigues Arimatéa, negou a liminar que pedia a internação imediata do menor. Com a decisão, o adolescente continua à espera de uma vaga.

Os traficantes começaram a ameaçar o rapaz porque ele enganava usuários vendendo folha de árvores e pó branco como se fossem drogas. O ato, conhecido no meio do tráfico como manobra, teria causado prejuízo aos donos das biqueiras. Segundo a mãe do rapaz, depois que o caso foi publicado, os traficantes que deram prazo até o último dia 5 para que ela tirasse o menor do bairro resolveram dar uma trégua. “Eles não voltaram mais aqui nem falaram nada, mas ainda tenho medo. Meu filho é um doente e precisa de ajuda, de tratamento.”

Ela disse que o garoto continua usando drogas todos os dias. “Ele sai. Não adianta pedir nem implorar. Ele não me ouve. Eu vivo com medo de ele não voltar.”

Por se tratar de um processo envolvendo menor, a Vara de Infância e Juventude não pode fornecer mais informações. A Defensoria Pública informou que deve recorrer da decisão do juiz ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

A mãe do garoto também procurou a Secretaria Municipal de Saúde para tentar uma vaga em alguma clínica que aceite a internação voluntária. “Meu filho não pode mais ficar desse jeito. Estou desesperada. Agora ele disse que aceita se internar. Então, procurei a Prefeitura para ver se pode me ajudar.”

Na tarde de ontem, a coordenadora de Saúde Mental do município, Sirlene Barreto, disse que deve visitar a casa do garoto nesta quarta-feira. “Vamos ver como está a situação dele. Pedir que passe por uma nova avaliação e cuidar para que ele receba o tratamento que for mais adequado para o seu caso.”

A coordenadora não disse se o garoto será internado. “Isso dependerá da avaliação médica que será feita.”