Para quem é acostumado com o universo das corridas automobilísticas, a 5ª edição do Gravity Car era uma versão menor e muito mais ecologicamente correta do que as versões mais famosas das disputas de velocidade. Mas, nem por isso, faltou adrenalina, torcida, alegria e decepção durante o evento, que aconteceu na manhã de sábado, nos bolsões de estacionamento na área do Parque “Fernando Costa”.
Organizado pelo Núcleo de Desing da Unifran (Universidade de Franca), o Gravity Car chamou a atenção por contar com veículos que dispensam motor e usam a aceleração da gravidade como “combustível”. Sábado, nove veículos (oito da Unifran e um da Faculdade Oswaldo Cruz, de São Paulo) estavam dispostos em pequenos boxes, onde as equipes faziam os ajustes finais. A hora da verdade começou às 10h15 e acabou às 11h40, com a vitória indiscutível do grupo Bala de Prata sobre o Líbero. As meninas do Malévola ficaram com o bronze.
O piloto do time campeão, Mairon César de Oliveira, revelou que a revanche foi um dos diferencias do Bala de Prata. “Ano passado ficamos com o vice. Perdemos pro Raptors. Mas, esse ano, não teve pra ninguém”, afirmou o designer. “Aquela final ficou engasgada na garganta. Eu tinha muita confiança no nosso carro e deu tudo certo. Agora é comemorar.”
Apesar da alegria da vitória, os vencedores do Gravity Car precisaram se contentar com troféus e medalhas. Isso porque as notas provenientes desse projeto já foram avaliadas pelos docentes.
ESTRUTURA E OBJETIVO
Com o objetivo de testar os veículos criados pelas turmas de Design de Produtos, foi montada uma rampa de 25 metros de comprimento e cinco metros de altura. Com esse embalo, as criações feitas com resina, manta de fibra de vidro e metais precisavam manter a velocidade por cerca de 200 metros planos. De acordo com os organizadores, a velocidade média dos gravity cars gira entre 60 e 70 km/h.
“Esse evento tem o objetivo de encerrar a disciplina de Transportes que os alunos trabalham durante seis meses”, explicou Ana Márcia Zago, coordenadora do curso de Design de Produtos da Unifran. “Mas, o papel principal é mostrar que o francano é um povo talentoso e muito criativo. Não apenas com calçado e lingerie, mas com outros setores também.”