10 de julho de 2026

Vereadores querem dificultar a vinda de feiras itinerantes em Franca


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A diretoria da Acif, lojistas e vereadores de Franca se reuniram ontem em busca de solução para o caso das feiras itinerantes. Vinda em demasiado tem irritado comerciantes

As feiras itinerantes, do tipo Feira das Malhas, devem encontrar mais dificuldades para se instalar em Franca futuramente. Um grupo de vereadores da cidade propôs um estudo para regularizar a realização desses eventos no município. A ideia é analisar o decreto já existente na cidade para a liberação de alvarás às feiras e, eventualmente, aumentar as exigências. A decisão foi tomada ontem durante reunião realizada na Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) com a diretoria da entidade, lojistas, Sindicato do Comércio Varejista e os vereadores Adérmis Marini (PSDB), Valéria Marson (PSDB) e pastor Otávio Pinheiro (PTB).

Segundo o presidente da Acif, José Alexandre do Carmo Jorge, a associação não quer proibir a vinda das feiras, mas fazer com que a legislação existente seja cumprida para, dessa forma, haver uma concorrência leal. “Queremos igualdade. Os custos para a realização da feira devem ser compatíveis com as despesas dos lojistas.”

Uma lei e um decreto municipal determinam que, para se instalarem na cidade, as feiras devem apresentar uma extensa lista de documentos, alvará do Corpo de Bombeiros e fixar, após sua realização, um posto de trocas pelo prazo mínimo de 30 dias. De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista, Michel Saad, apesar da legislação, a Prefeitura não tem fiscalizado as feiras itinerantes realizadas na cidade.

FREQUENTES
A polêmica começou porque lojistas francanos se manifestaram descontentes com a quantidade de eventos itinerantes realizados em um curto período. Foram três feiras de venda de roupas, calçados e acessórios em um intervalo de 40 dias, e para julho já há outras duas programadas. Segundo os lojistas, as feiras oferecem produtos de qualidade inferior, com preços mais baixos e estariam tirando os consumidores das lojas da cidade.

Para a vereadora Valéria Marson, qualquer decisão que seja tomada precisa “pesar os dois lados da história”. “Precisamos proteger o lojista e o comércio local, mas a população também tem que ser beneficiada. Se regulamentarmos e a feira que vier cumprir com todas as exigências, não haverá problemas.”

O também vereador Adérmis Marini disse que vai mobilizar todos os vereadores no movimento e prometeu averiguar se a legislação está sendo cumprida. O estudo e as respostas pendentes devem ser apresentados na próxima reunião, marcada para o dia 14, novamente na Acif.