08 de julho de 2026

São José e Itirapuã são exceções


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Nem todos os prefeitos da região estão tranquilos quando o assunto é o espaço para enterrar seus mortos. Em São José da Bela Vista e Itirapuã, os cemitérios estão com a capacidade no limite e as Prefeituras estudam soluções para o problema.

Em São José, a Prefeitura praticamente não tem mais lotes para a venda. Em nota, a administração informou que o problema se agravou nos últimos, mas que a prefeita Celinha Ferracioli (PTB) estuda uma maneira de resolver a falta de vaga. No ano passado, houve uma média de quatro sepultamentos por mês no cemitério local.

O mesmo acontece em Itirapuã, onde a Prefeitura suspendeu a venda de sepulturas. “Só atendemos casos de emergência. Precisamos de uma solução o mais rápido, estamos no limite”, disse Marina Faleiros de Paula, agente de cemitério do município. Sem vagas para novos sepultamentos, o prefeito Rui Gonçalves (PP) negocia uma área com uma fazenda vizinha para que possa fazer a expansão do cemitério. “Precisamos que ocorra ainda este ano.”

De acordo com Marina, o problema só não é mais grave porque muitas famílias da cidade já possuem sepultura. “Temos em torno de três a cinco enterros por mês, no máximo, e de cada três, somente um ainda não tem sepultura.”

Em Franca, o problema da falta de vagas em cemitérios chegou ao ponto de a Prefeitura leiloar sepulturas no cemitério da Saudade. O primeiro lote com cerca de 70 túmulos foi leiloado em abril de 2011. O preço mínimo de uma sepultura na ocasião foi de R$ 19,3 mil.