As aves-do-paraíso são de pequeno a médio porte, medindo entre 50 a 120 cm de comprimento, excluindo a cauda que pode atingir 1 metro. Têm penas de cores brilhantes e de vivo colorido, que mais parecem enfeites. Vivem do outro lado do mundo, nas florestas da Austrália, da Nova Guiné e de outras ilhas daquela região. Receberam este nome porque são muito bonitas e vivem num lugar que lembra o paraíso: muitas frutas, muitas flores e pouquíssimos predadores.
Os machos são normalmente solitários, enquanto as fêmeas vivem em pequenos bandos juntamente com os mais jovens. Na época de reprodução, o macho representa uma série de rituais de exibição, com o objetivo de atrair as fêmeas. Antes de começar o espetáculo, escolhem um bom lugar, limpam e decoram a área com pedaços de raízes que carregam no bico e entram em ação. Primeiro o candidato a namorado faz reverência com a cabeça em direção à fêmea. Depois ergue as penas, pula, canta, ba-lança o topete, sacode o corpo e abre e fecha as asas. Ele exibe as penas e faz movimentos para provar que é forte e saudável. Machos de algumas espécies fazem o show sozinhos, mas outros dividem o palco e até competem entre si. Aí a fêmea escolhe seu favorito e o casal se une. Depois do namoro, o macho vai embora. A fêmea faz o ninho com galhos, protege os ovos, cria os filhotes. Os bebês nascem pelados e as penas só aparecem 30 dias depois. De início elas são de cor parda e só ficam coloridas com o correr dos meses. O processo pode levar cinco anos.
Só os machos têm caudas, topetes gigantes e penas bem coloridas. As fêmeas não precisam se exibir e suas penas marrons são ótimas para quem precisa se camuflar e proteger o ninho. O canto das aves-do-paraíso varia de acordo com a espécie. Podem ser guinchos, apitos, sons metálicos e até estampidos.