Com o início da greve de parte dos funcionários da Sabesp e da Unesp, Franca passou a ter cerca de 580 trabalhadores parados, de acordo com dados dos grevistas. Os 400 profissionais da companhia de água e esgoto e os 130 servidores da universidade se juntaram no início desta semana aos 50 funcionários da DRS (Diretoria Regional de Saúde), que já estão com os braços cruzados há mais de um mês. Os grevistas garantem que as três paralisações ainda não afetam a população.
As principais reivindicações dos funcionários da Sabesp são reajuste salarial de 6,68% e o fim do salário regional. Hoje, uma assembleia em São Paulo poderá encerrar a paralisação. A Sabesp garantiu a continuação dos serviços básicos.
Já a Unesp segue sem aulas, com os estudantes e servidores parados. Os primeiros exigem nova moradia estudantil, investimentos em segurança nos arredores do campus, dentre outras melhorias. Os funcionários reivindicam reajuste salarial de 11% e outros benefícios. A greve permanecerá até pelo menos sexta-feira, quando está prevista uma assembleia com a reitoria da universidade.
Na DRS, os manifestantes pedem um reajuste salarial de 32,32%. “O Estado simplesmente não negocia”, resume Ricardo de Oliveira, diretor de política e gestão do SindSaúde. Uma nova assembleia está marcada para hoje. Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde garantiu que “apenas alguns funcionários da área administrativa estão em greve, mas o funcionamento da unidade está normal.”