De cada dois acidentes que ocorrem na avenida Adhemar de Barros, um deixa pelo menos uma pessoa ferida. Importante via de ligação na região mais populosa de Franca, a zona leste, a avenida lidera o ranking de acidentes com vítimas feito pela Polícia Militar de Franca. Só no ano passado, foram 154 acidentes registrados, 78 (50,6%) com alguém machucado. O índice faz da via a mais perigosa da cidade.
A Adhemar de Barros é seguida de perto pela avenida Abrahão Brickmann, que corta o Complexo do Leporace. Lá, a porcentagem de acidentes com vítimas foi de 49,5%. Ao todo, ocorreram em 2012 naquela via 113 acidentes, sendo que 56 deixaram pessoas feridas. No ano passado, 33% dos acidentes com vítimas na cidade aconteceram em uma das dez maiores avenidas, totalizando 550 ocorrências.
Apesar de apresentarem os maiores índices de vítimas por acidente, a Adhemar de Barros e a Abrahão Brickmann não são as vias com maior número de ocorrências. Quando os feridos são desconsiderados, a avenida com maior número de acidentes no geral é a avenida Ismael Alonso y Alonso.
Para o comandante do Pelotão de Trânsito de Franca, tenente Marcel da Silva Pereira, a Adhemar de Barros e a Abrahão Brickmann têm em comum o fato de serem corredores de veículos e de pedestres. “Ambas cortam bairros populosos. Como o número de pessoas circulando por elas é maior, é natural que também registrem o maior índice de feridos.”
O comandante afirmou que a maioria dos acidentes registrados nessas vias se refere a atropelamentos ou colisões envolvendo motos e ciclistas. “Nas horas de maior movimento, logo pela manhã ou no final da tarde, a concentração de pessoas é muito grande nesses locais. Há ainda o desrespeito às normas de trânsito e a imprudência.”
O secretário municipal de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, concorda. “As avenidas estão bem sinalizadas. Há um limite máximo de velocidade para toda a cidade, que é de 60 km/h. O problema é a imprudência dos motoristas e dos pedestres, que não respeitam as leis de trânsito.”
Para tentar diminuir o número de acidentes com vítimas, a Prefeitura e a Polícia Militar devem reforçar a fiscalização e fazer campanhas educativas.