08 de julho de 2026

Pai quer abrir mão de guarda da menor que espancou bebê


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Foto de arquivo mostra mãe da adolescente chegando à DDM para depoimento. À polícia, ela disse que a filha não espancou a bebê de sete meses

O pai da adolescente de 15 anos que confessou ter espancado a socos a própria filha de sete meses não quer mais ser o responsável pela garota. No final da semana passada, ele procurou o Conselho Tutelar de Franca para pedir orientação sobre o que fazer para abrir mão da guarda.

Desde que se separou da mãe da garota, há cerca de 10 anos, ele assumiu a responsabilidade pela menor. Agora não quer mais essa obrigação. “Ele nos procurou para dizer que não quer mais ficar com a menor. Segundo ele, porque ela estaria correndo risco ao ficar em sua casa”, disse o conselheiro Marcelo Mambrini.

O pai alegou que o caso do espancamento ganhou muita repercussão. “A vizinhança descobriu que a adolescente agressora seria a garota. Ela estaria recebendo telefonemas de pessoas ameaçando linchá-la por causa das agressões à bebê”, disse o conselheiro.

Como a guarda foi decidida judicialmente, o Conselho não tem como atuar nesses casos. “Nós o encaminhamos para a Defensoria Pública, para que entre com um pedido judicial de revisão da guarda”, explicou Mambrini.

A mãe da adolescente esteve ontem no Conselho e disse que ainda não decidiu se assumirá a guarda da filha.

O Comércio conversou por telefone com o pai da adolescente. Muito nervoso, ele não quis comentar o assunto. “Isso é coisa de família. Não quero dar entrevista a esse respeito. Estamos resolvendo tudo”, se limitou a dizer. Ele não confirmou se ingressará na Justiça para tentar transferir a guarda para a mãe da garota.

O CASO
No último dia 17 de maio, a filha da adolescente, uma bebê de sete meses, foi internada em estado grave na Santa Casa de Franca depois de ser espancada pela mãe e por seu namorado, de 18 anos. As agressões provocaram fraturas em sete costelas, muitos hematomas e inchaço na região abdominal. Como a adolescente demorou dias para levar a criança ao médico, a bebê ainda desenvolveu uma pneumonia. Ao ser internada, ela precisou de aparelhos para continuar respirando.

No início da semana passada, a bebê recebeu alta e foi levada para a casa de uma prima da adolescente, que ganhou a guarda provisória da bebê.

A Justiça ainda analisa o pedido de apreensão da menor feito pela delegada Graciela Ambrósio, responsável pelo caso.