Franca confirmou ontem o seu primeiro caso neste ano de influenza A H1N1, popularmente conhecida como gripe suína. O paciente, um promotor de eventos de 28 anos, morador do Leporace, é cardiopata (tem problemas no coração). Ele se encontrava no CTI (Centro de Terapia Intensiva) de um hospital particular de Franca até a manhã de ontem, mas foi transferido para o quarto e deveria ter tido alta. O último caso da doença na cidade foi registrado no final de 2009. Naquele ano, 56 moradores de Franca foram infectados pelo vírus e três morreram.
A confirmação do primeiro caso em três anos e meio foi feita pela secretária municipal de Saúde, Rosane Moscardini, em uma coletiva de imprensa realizada na tarde de ontem, na sede da Secretaria. Também participaram da entrevista a chefe da Vigilância Epidemiológica, Alessandra Sampaio, e a secretária municipal de Educação, Fabiana Sampaio.
“Recebemos a confirmação hoje [ontem] de manhã. Ele apresentou sintomas no dia 13 de maio, dirigiu-se a um hospital da rede particular e voltou para casa. No outro dia, passou mal e foi internado no CTI com suspeita. A Vigilância Epidemiológica fez o trabalho de busca ativa com a família do paciente, e não encontrou nenhum outro caso da gripe”, disse Rosane.
Além do caso confirmado, ainda existe outro paciente suspeito de ter sido infectado pelo vírus H1N1. Trata-se de um homem de 48 anos, que está internado no CTI de um hospital particular da cidade desde ontem. Os resultados dos exames ainda não chegaram. Outros seis casos já foram negativados pela secretaria. Desses seis, três são pacientes das cidades de Miguelópolis, Ibiraci (MG) e Igarapava.
A secretária de Saúde prometeu intensificar os esforços de combate à doença. “Vamos qualificar e capacitar o profissional [da Secretaria] para que ele, ao receber a confirmação do diagnóstico do paciente, já inicie o tratamento com o Tamiflu em até 48 horas, seguindo o protocolo do Ministério da Saúde. O remédio está disponível na rede pública.”
Rosane alerta para o fato de que os sintomas da gripe H1N1 são similares aos da gripe comum: febre, tosse, dor de garganta e falta de ar.
“Ela se agrava em pacientes crônicos, que têm alguma comorbidade, como diabetes e hipertensão. A pessoa passa a ter problemas respiratórios e precisa ser internada.”
Iniciativas de prevenção ficarão a cargo da Secretaria Municipal de Educação. “Os diretores e professores vão incorporar na rotina ações como ficar atento aos sintomas da gripe, deixar os espaços mais arejados e incentivar o uso de álcool em gel. Na semana que vem, marcaremos uma reunião com os orientadores educacionais, que informarão os pais sobre o quadro sintomático da doença”, disse a secretária de Educação, Fabiana Sampaio.