A Apae de Franca realiza hoje, em sua sede, a quarta edição de seu leilão ‘União de Forças’
A ideia destes leilões foi criada e desenvolvida pelo agrocupecuarista ribeirãopretano Adir do Carmo Leonel, a princípio para auxiliar na busca de recursos para a Apae de Ribeirão Preto. Acabou, por gesto nobre e desapegado do empreendedor, se multiplicando em incentivo à instituição Apae de inúmeras cidades.
Ao longos dos anos, Adir e sua equipe (a mesma que com ele trabalha, realizando leilões de gado na televisão), doaram trabalho e expertise à causa apeana. Está, seguramente, a poucos eventos de completar 200 realizações, sempre sob os mesmos critérios. Eles garantem transferência de conhecimento (organização geral, regras de administração, fórmulas de controle, organização das prendas, estabelecimento de lotes), serviços especialistas (leiloeiros, pessoal de apoio), e, fundamentalmente, sua adesão pessoal ao movimento, em cada cidade.
Leva seus amigos agropecuaristas e empresários do setor, integrantes de sua rede de relacionamento de trabalho. Em resultado, significativas colaborações financeiras têm possibilitado a Apaesampliarem os serviços que oferecem, contratem pessoal especializado e garantam continuidade às nada fáceis atuações diuturnas. Penso - e tenho conversado com integrantes da Apae de várias cidades -, que a obra de Adir seja referencial, digna de grande reconhecimento público.
Em Franca, a Apae cuida, mensalmente, de 960 usuários, desde bebês a adultos. Os serviços consomem, em média, R$ 610 mil por mês, 80% do valor em pagamento a especialistas. O melhor resultado financeiro dentre os leilões até agora feitos aqui, dentro do conceito criado por Adir, ocorreu ano passado.
O resultado, embora relevante – cerca de R$ 1.000.000 – correspondeu a menos de dois meses dos recursos capazes de manter os serviços da instituição em pleno funcionamento. Imaginem sem o leilão.
A entidade se dedica a outras ações, em busca de recursos – a Festa de San Gennaro, uma delas – e conta com repasses dos governos federal, estadual e municipal. Diretoria, presidente por Jorge Flávio Sandrim, não pode parar.
O mérito da causa é indiscutível. A qualidade dos serviços é incontestável. Aliás, é lugar comum ouvir-se da ‘mágica que a atividade apaeana causa nos corações’. A ideia de Adir e seu despreendimento – as direções da Apaes são unânimes: ele não cobra nada para liberar a ideia e nem para se dedicar a que cada leilão seja exitoso – têm encontrando eco e reconhecimento dentre empresários ‘pesos pesados’.
A ‘mágica’, então, se pereniza: quem é convidado a ‘embaixador’ em um ano, continua, por livre e espontânea vontade, nos anos seguintes. Ver, aqui, em um mesmo ambiente, Luiza Helena Trajano, Tony e Toninho Salloum, Maurício Miarelli, Urias Cintra, Alfredo Machado Neto, Oto Barbosa, Armando Rizatti, Mário Spaniol, Mário Roberto Ewbank Seixas, Silvia Alonso Y Alonso Bittar, Renato César Raimundo, João Batista de Lima, Ricardo Lima, Saulo Pucci Bueno, representantes de boa parte do PIB francano, discutindo como melhorar a receita da instituição como se em suas empresas pensassem, é de fazer tremer.
Você, que me lê, não tente entender as razões. Apenas olhe, bem fundo, nos olhos de uma criança atendida pela Apae...
DENGUE
A Vigilância em Saúde divulgou, ao início desta semana, a última consolidação sobre casos de dengue comprovados em Franca: 205! É hora de grande preocupação. Não houve número tão alto nos últimos anos. O problema se agrava na medida em que há incontáveis casos levantados, e que estão ainda sendo analisados por exames. É para a população, o principal alerta: veja em seu quintal, em sua casa, nos vasos de plantas, se há água limpa empossada. Os mosquitos não põem ovos em água suja. Onde você encontrar água empossada, derrame. Converse com seu vizinho para que faça o mesmo. Se todos mantiveram olhar atento e vigilante, o risco passa, e ninguém adoece.
EDUCAÇÃO I
Reforço. Não há revolução de educação para os filhos. São os pais que têm que reiniciar tudo. São os (maus) pais que precisam ser reeducados. Professores podem institucionalizar a prática intensiva de jogos de cidadania em sala de aula, incentivando seus alunos a levaram para casa e insistirem com seus pais para que também participem. Ninguém, exceção dos filhos, podem cobrar pais e mães sobre ajustes ou desajustes.
EDUCAÇÃO II
O que mais dizer sobre a jovem de 15 anos que, com o companheiro (atual) agrediram a bebê de 7 meses, ‘sequela’ do sexo gostoso que fez com o companheiro (anterior), fraturando sete costelas do corpinho, arruinando-lhe o baço, complicando o pulmãozinho? O que dizer da mãe da jovem, que disse que a filha é inocente, e que foi forçada pelo companheiro (atual) a dizer que foi (só) ela que agrediu? O que dizer deles todos, que causaram tantos traumas, e deixaram a bebê sem socorro médico por dias? Educação é o que, para todos esses? Coisa ultrapassada, sem necessidade?
PERGUNTAS QUE PRECISAM SER FEITAS
Você, que me lê, lembra-se em quem votou para deputado e senador? Tem fiscalizado o que seu eleito tem feito? O tem cobrado quanto à necessidade de profunda reforma em leis que mais garantem direitos que deveres a bandidos de todas as espécies? Se a gente não está nem ai, mais e mais bebês continuarão sendo ‘despejados’ por ai como a ‘parte ruim’ das transadas sem compromissos que a todo momento, todo mundo dá...
Luiz Neto
Jornalista, editor de Opinião do Comércio - luizneto@comerciodafranca.com.br