‘De todos os lugares, vinham aos milhares, e em pouco tempo eram milhões, invadindo ruas, campos e cidades, espalhando amor aos corações’
Sabemos o que causa a insegurança pública e a impunidade que tomam conta do País: leis defasadas (Código Penal, o ECA, Constituição Federal não totalmente regulamentada) e leis caolhas que agentes políticos produzem em quantidade sem qualidade, fundamentalmente porque nós, que os elegemos, não os fiscalizamos, não os cobramos, não os penalizamos duramente quando erram. E os reelegemos, quando voltam a nos procurar!
Sabemos o que disso deriva: políticos se locupletam e mandam regras e normas às favas; criminosos andam livres pelas ruas e nós ficamos presos em casa, cercados por aparatos de segurança que transferem falsa impressão de segurança – se o bandido entrar, não faça nada contra ele!!! Se fizer, terá, contra si, as próprias leis, as irmandades criminosas (que ‘vingam’ os ‘direitos’ deles), e o pessoal dos ‘direitos humanos’, que nunca se preocupam com vítimas.
(Disse-me, certa vez, um oficial da Polícia Militar, que se alguém tiver que defender seu último bastião cidadão – segurança de família na inviolabilidade do lar – e, dentro de sua casa consiga justiçar o invasor, ‘desfaça-se do que restar dele sem que ninguém saiba, e leve para bem longe de tudo que possa relacionar a você’. E cravou: ‘não tente se amparar na legalidade. Você se tornará visível não pela coragem de seu gesto, e sim, para a ‘justiça bandida’ que está institucionalizada.’ Em outras palavras, seja por descrença absoluta que isso pode mudar, ou por conhecimento pleno da verdade, deixou claro: ‘Não se exponha! Você está sozinho!’
EXEMPLO ‘A NÃO SER COPIADO’
O Estado tem que prover educação. E que tem que dar vaga a todas as crianças em idade escolar. Então, vai de progressão continuada, isso que libera vagas do primeiro ano escolar a quem chega à escola, remetendo ao segundo e, assim, sucessivamente - os que estavam no primeiro, mesmo que não saibam nada. Professores sérios e vocacionados morrem um pouco à cada aluno que o sistema os obriga a mandar para a frente. (Entrevistei um professor de Matemática no final do primeiro ano da implantação da progressão continuada. Tinha acabado de se negar a ‘progredir’ aluno que não sabia nada. Chamado à Delegacia de Ensino, foi enquadrado. Aceitou, mas contratou espaço em jornal e publicou: ‘vou mandar o aluno para o ano seguinte, mas contra todas as minhas crenças. A responsabilidade não é minha. É do sistema. Que todos saibam’. Não deu mais aulas. Tornou-se o exemplo ‘a não ser copiado’. Reconto, em respeito à sua memória.). Se alguém quer dizer a respeito, envie a luizneto@comerciodafranca.com.br.
É PRECISO REEDUCAR OS PAIS!
Quanto a mim, prossigo gritando no deserto. Penso, e já disse aqui, que a revolução que precisa acontecer não é na educação escolar. É dentro de casa! Pais têm que ser reeducados!!! E a única forma é contar com os filhos! Se professores sérios quiserem fazer algo, que pratiquem jogos de cidadania com seus alunos, estimulando-os a repetir em suas casas, com seus pais!
Qual o formato? Com que pedagogia? Sob que critérios? Tentem ‘bom senso’. E usem tecnologia ! Criança é louca por coisas novas, aparelhos, sons, imagens, e, especialmente, carinho. Devidamente estimuladas, podem se tornar agentes da reeducação, professores(!) de seus próprios pais!
Não é nada que resulte solução imediata, mas, se com nossas crianças pudermos (re)aprender a dizer, ‘bom dia, como vai você, desculpe-me, conte comigo’ e tantas outras coisinhas simples que deixamos para lá, pode ser que a esperança se renove, como cantou Roberto Carlos em sua Guerra dos Meninos, de cuja letra escolhi o trecho que abre este texto. Aliás, desafio meu leitor a admitir que é possível. Está em http://www.youtube.com/watch?v=qhg—GUUp2p8&feature=player—embedded
JOSÉ ABUD SOBRINHO
Morreu no dia 10 deste mês, aos 86 anos, o conhecido empresário José Abud Sobrinho. Estava viúvo há três anos da senhora Maria Ignez Andery Abud. José, Marcelo, Márcio e Eduardo são filhos do casal. Zezinho era natural de Espírito Santo do Pinhal. Após aportar em Franca com os pais, Dumit Jorge Abud e Rosa Chediak Abud, e irmãos, Nascibe, Jorge, Chafia, Zoraide, Nassib, Esmeralda, Adelia, Adelaide, Fauze e Miriam, decidiram-se por instalar uma pequena indústria de laticínios - a Usina Abud. Era 1954. Nos anos seguintes, a empresa cresceu e se tornou respeitada, nacionalmente, por sua produção de queijos finos, os da linha ‘Imperador’. Tornou-se conhecida pela marca de seus principais produtos: ‘Queijos Imperador’.
Fora dos longos horários dedicados ao trabalho, Zezinho não descansava. Participou da fundação e foi presidente, por anos, do Consórcio Intermunicipal de Promoção Social do Extremo Nordeste Paulista. Participou, também, do grupo que deu origem à Aefran - Associação Educacional de Franca e do Rotary Clube Franca Norte.
Em Patrocínio Paulista, apoiou a implantação do Rotary Clube local. Profundamente dedicado à família, filhos, netos e amizades, chegou lúcido às vésperas de sua morte. Sofreu internação na UTI no Hospital São Joaquim/Unimed no dia 8, com insuficiência respiratória. Voltou à sua casa no dia 9 e lá, foi a óbito no dia seguinte. Seu sepultamento aconteceu às 17 horas do dia 10, no Cemitério da Saudade, após velório no São Vicente de Paulo.
Luiz Neto
Jornalista, editor de Opinião do Comércio - luizneto@comerciodafranca.com.br