11 de julho de 2026

Geraldo Alckmin no GCN: ‘O Brasil ficou caro antes de ficar rico’


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Antes de participar da Festa do Calçado, Alckmin concedeu entrevista de mais de meia hora à Difusora. Na foto, o governador é indagado pelo jornalista Côrrea Neves Júnior

Geraldo Alckmin chegou a Franca no começo da noite e seguiu direto para a sede do GCN, onde permaneceu por mais de uma hora. Durante 33 minutos, foi entrevistado ao vivo na rádio Difusora. Falou da Santa Casa, do crescimento da violência na cidade e abordou temas nacionais polêmicos. A exclusiva foi concedida aos jornalistas Corrêa Neves Júnior (diretor-executivo do GCN), Edson Arantes (repórter) e Leandro Vaz (chefe de reportagem).

O governador abriu a entrevista falando da importância de Franca ser oficializada como a cidade do calçado. “Franca é a capital da renda, das oportunidades. Sapato é emprego na veia. As centenas de empresas da cidade geram muitos empregos.” Ao destacar a relevância do setor, criticou o governo federal por não incentivar o crescimento das empresas. “A indústria do Brasil sofre muito por perda de competitividade. O Brasil ficou caro antes de ficar rico. É preciso um conjunto de reformas estruturantes para melhorar a situação.”

Alckmin criticou o projeto em tramitação no Senado que prevê a criação de três alíquotas do ICMS para operações entre Estados. “Alíquotas interestaduais altas e assimétricas dá margem à guerra fiscal. O projeto ficou um manicômio tributário. Não é contra São Paulo, é contra o Brasil, a indústria e o emprego. É lamentável a postura do governo federal. Vamos fazer uma luta no plenário do Senado, terça-feira, para tentar corrigir isso.”

O governador também comentou a indicação do vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD), um antigo aliado do PSDB, para a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, que tem status de ministério no governo federal, comandado pelo arquirrival PT. “Isso mostra a questão da fragilidade dos partidos no Brasil. Precisamos fazer uma reforma política para ter menos partidos, programáticos e com fidelidade, com voto distrital misto e proibindo coligação proporcional. Não vejo problema no convite. Só acho exagerado ter 39 ministérios.”

Alckmin voltou a defender a redução da maioridade penal e o endurecimento de penas para menores que cometerem crimes. “Temos de escolher: vamos escolher a impunidade do crime hediondo cometido por menor de 18 anos ou escolher a proteção da sociedade?” Por fim, afirmou que espera resolver o problema de gestão da Santa Casa nos próximos meses. “Vamos buscar a melhor solução possível. No que depender de nós, vamos ter um hospital público estadual aqui.”

Após a entrevista, o governador foi recebido pelo jornalista Corrêa Neves Júnior para um café na Sala Horizonte, onde comentou os atritos entre o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, lembrou passagens envolvendo o ex-deputado Ulisses Guimarães durante a Constituinte e mostrou-se um grande contador de causos e piadas.

Veja as imagens da entrevista do governador na Difusora: