Pracuch era elegante e sincero! Eu o adorava. Costumava dizer que ele era a única pessoa do meio industrial que me entendia, ou, que me ouvia! Gostava muito de suas histórias. Não queria saber de técnicas - e ele sabia disso - mas queria saber de suas históricas. Costumava marcar a consultoria dele perto do horário do almoço. Assim, o convidava a almoçar só para continuar ouvindo-o sobre o que quer que fosse, dieta, viagens, amenidades, sobre o tempo em que Wilson Mello o trouxe para Franca. por que, ele, tcheco, deixou seu País, por que veio parar no Brasil, as milhões de histórias da BAta, as boas ideias do setor e, especialmente, sua visão de futuro! Quando eu achava que suas ideias estavam ultrapassadas, mais para a frente, via que eu é que não estava enxergando o que ele queria dizer. Suas palavras, seus conselhos para minha empresa ressoam até hoje em minha memória. Vou usá-los sempre. São eternos assim como é o meu carinho pela existência dele na terra, meu mestre!
Ana Cláudia McInerney
Franca - SP