08 de julho de 2026

Paralisação ameaça eletivas, dizem grevistas


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Quem passou pela avenida Wilson Sábio de Melo, no Distrito Industrial, mal saberia que os funcionários da DRS (Diretoria Regional de Saúde) estão em greve se não fosse uma faixa fixada na grade externa do prédio. O estacionamento do local estava repleto de veículos. Apesar da aparente calmaria, essa paralisação poderá afetar, principalmente, a realização das cirurgias eletivas em Franca e na região, segundo os grevistas.

Os grevistas alegam que, no momento, a população não está sofrendo nenhuma consequência. A Secretaria Estadual da Saúde disse, através de nota, que apenas alguns funcionários da área administrativa estão em greve.

Os trabalhadores cruzaram os braços na última quinta-feira. De acordo com os grevistas, são cerca de 50 funcionários que se uniram ao movimento estadual. Eles pedem um reajuste salarial de 32,32% (referente à inflação dos últimos cinco anos), dentre outros benefícios. “Nós já apresentamos nossa pauta diversas vezes para o Governo. Como ele não negocia nada, nós resolvemos entrar em greve por tempo indeterminado”, explicou Ricardo de Oliveira, 43, diretor de política e gestão do Sindsaúde (Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo).

Em nota, a Secretaria de Saúde informou que apenas alguns trabalhadores de Franca aderiram à paralisação. A pasta também ressaltou que “vem mantendo diálogo com o Sindsaúde-SP em relação à nova pauta apresentada e espera que os servidores não interrompam o atendimento, de modo a não prejudicar a população usuária do SUS (Sistema Único de Saúde) no Estado”.