08 de julho de 2026

Moradores de rua vão ganhar centro de apoio


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O prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), no lançamento do Mão Amiga

Moradores de rua de Franca vão ser cadastrados para ter acesso aos programas de transferência de renda, receberão assistência médica nas ruas e terão à disposição uma casa para buscar ajuda, comer alguma coisa ou, simplesmente, tomar um banho. As medidas fazem parte do programa Mão Amiga, lançado ontem pela Prefeitura com a finalidade de acolher e prestar assistência às pessoas em situação de vulnerabilidade. Na tentativa de melhorar a qualidade do atendimento prestado, o município realizará 11 ações diferentes que vão integrar praticamente todas as secretarias.

Diferencial do programa, a base de apoio aos moradores de rua, chamada de Centro Pop, é uma iniciativa do governo federal para retirar 16 milhões de brasileiros da extrema pobreza. Funcionam como um espaço para o convívio em grupo. As unidades funcionam durante a semana, oito horas por dia. Oferecem sala de atendimento individualizado, familiar ou em pequenos grupos; salas para atividades coletivas; cozinha, refeitório e lavanderia; banheiros masculinos, femininos e adaptados para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, além de armários individualizados.

“Teremos uma equipe de psicólogos e assistentes sociais treinados para receber o morador de rua e oferecer todo o suporte que ele necessitar. A pessoa poderá procurar encaminhamentos para os serviços de saúde, educação e assistência social, e obter as informações necessárias para melhorar de vida”, disse o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB). A Prefeitura alugará um imóvel na avenida Hélio Palermo para instalar o centro de triagem.

O pacote de ações também prevê a inserção dos moradores de rua no cadastro único do governo federal para permitir o acesso aos programas de transferência de renda; a melhoria da atuação da busca ativa; a instalação dos consultórios na rua para assistir de forma mais ampla os necessitados; reforma e ampliação do abrigo provisório; instalação de unidade de acolhimento; comunidade terapêutica; Caps 24 horas; otimização no exercício do poder de fiscalização; e campanhas para orientar a população a não dar dinheiro nas ruas. “Estamos inaugurando um novo modelo de atendimento integral entre as secretarias. Vamos oferecer toda a estrutura necessária para a pessoa sair da situação de morador de rua e melhorar a qualidade de vida, mas, se ela não quiser o atendimento, é um direito”, concluiu o prefeito.