09 de julho de 2026

Greve: 3 em cada 10 professores cruzam braços em Franca


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Cartazes de alunos na Escola Estadual ‘Sérgio Leça Teixeira’ incentivam paralisação

A greve dos professores estaduais, que atinge todo o Estado de São Paulo, já é sentida em Franca. Segundo a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), cerca de 30% dos profissionais da categoria cruzaram os braços ontem na cidade. Mas, as aulas não foram prejudicadas, já que professores substitutos ocuparam o lugar daqueles que aderiram à greve.

A greve foi anunciada pela Apeoesp em todo o Estado na última sexta-feira, 19. Entre as principais reivindicações da categoria, estão reajuste salarial de 36,74% e melhorias das condições de trabalho dos professores contratados (ou seja, não efetivos). Uma assembleia, na capital, deverá discutir novamente a questão amanhã.

Na manhã de ontem, o Comércio percorreu cinco escolas estaduais e, em duas delas - a “Torquato Caleiro” e a “Sérgio Leça Teixeira” -, houve adesão de professores à paralisação e, consequentemente, a convocação de substitutos. Damasceno condenou a prática. “As aulas que os eventuais dão não correspondem ao projeto pedagógico. Além disso, muitas vezes, eles são alunos de cursos de licenciatura. Nem formados eles são ainda.”

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Educação, a contratação de substitutos “é uma medida de praxe no cotidiano das unidades de ensino e que não tem qualquer outra finalidade a não ser garantir que os alunos tenham todo o conteúdo pedagógico previsto”.

A assessoria informou ainda que “os professores da rede estadual paulista, que já ganham 33,3% mais que o piso nacional vigente, passarão a ter, a partir de julho, uma remuneração 44,1% maior que o vencimento mínimo estabelecido em decorrência da Lei Nacional do Piso Salarial Magistério Público”.

Uma reunião entre o Estado e a Apeoesp está programada para esta quinta-feira.