10 de julho de 2026

Oficial admite falha após mudança do atendimento 190 para Ribeirão


| Tempo de leitura: 2 min
Major Silvana Souza fala sobre atendimentos a vereadores na Câmara de Franca

Uma semana após transferir o atendimento 190 da Polícia Militar para Ribeirão Preto, o comando do 15º Batalhão de Franca já admite falhas no serviço. Todas as ligações de emergência originadas na cidade são atendidas por policiais do município vizinho. Os atendimentos geraram reclamações de demora no tempo de resposta de ocorrências.

Segundo a comandante interina do Batalhão, major Silvana Souza, a transferência foi feita em fase experimental. O assunto virou polêmica na cidade e foi parar na sessão da Câmara Municipal de ontem. A oficial da PM prestou esclarecimentos aos vereadores e à população presente ao plenário e admitiu ter sido pega de surpresa.

“Apesar de já terem estudos, terem falado há muitos meses (sobre a mudança), na semana passada, acho que conseguiram concluir as tratativas entre as redes de telefonia e isso (a mudança) aconteceu. Por isso, eu falei da surpresa, mas não era tão surpresa assim”, disse a major.

As falhas foram apontadas pela própria população através de reclamações formais. Os motivos dos problemas ainda estão em estudo. “Nós detectamos uma demora no atendimento, não sabemos se foi falha humana ou tecnológica. Estamos estudando para poder diminuir. São poucas, mas não podem acontecer. Quando o atendimento era aqui nós também tivemos problemas”, minimizou a policial.

MUDANÇAS
Com o novo sistema, o Copom (Comando de Operações da Polícia Militar), situado em Franca, não deixou de existir a exemplo do que dizem alguns. “Hoje, o cidadão liga 190 e vai ser atendido por um policial em Ribeirão Preto que, de imediato, passa a ocorrência digitada, via online, para o Copom em Franca. Quem vai despachar a viatura até o local dos fatos continua aqui”, explicou a major Silvana.

A oficial lembra os pontos positivos da mudança. A centralização do serviço telefônico do 190 em Ribeirão Preto possibilitou liberar 20 policiais do serviço interno para as ruas. Isso representou de duas a três viaturas a mais fazendo o policiamento ostensivo em Franca. Mas a policial deixa claro que a mudança não é definitiva. “Ainda está em estudo. O Copom não foi desmontado”, finalizou Silvana.