A Divisão de Trânsito também planeja mudanças na avenida Presidente Vargas e no quadrilátero central de Franca. Nestes dois casos, estudos técnicos ainda são elaborados e não há definição sobre as ações a serem implementadas. Nos dois pontos, a Prefeitura trabalha com a possibilidade de extinguir vagas de estacionamento o que, certamente, provocará reações de comerciantes.
A preocupação principal reside nas ruas estreitas do Centro, onde só é possível trafegar em fila única. Levantamento da Prefeitura constatou que, em três horas, 26 mil veículos passam pelo local. O prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) pretende abrir corredores para melhorar o fluxo, mas, para isso, a única alternativa é proibir que os carros parem nas laterais como ocorre atualmente.
Para compensar as perdas, bolsões seriam criados nas proximidades. Um contato inicial foi feito com a presidência da Francana para avaliar a possibilidade de se transformar o campo do antigo estádio Nhô Chico como estacionamento. “É uma região crítica. Pesquisam mostram a necessidade de mudanças para facilitar e dar fluidez ao trânsito. Para passar dois carros, tem que tirar estacionamento, mas vamos avaliar com calma e conversar com os comerciantes”, disse o prefeito.
A avenida Adhemar Barros registra intenso movimento. A pista estreita somada ao estacionamento existente na margem direita atrapalha o escoamento de veículos e eleva o risco de acidentes, principalmente, nos horários de pico quando bicicletas e motos se misturam perigosamente com os carros e caminhões. O canteiro central, que permite conversões e contribui para os congestionamentos, poderá ser fechado.
“Nossa intenção é implantar semáforos e rotatórias para atenuar a situação”, disse o secretário Sérgio Buranelli. Nos dois setores, as mudanças só devem ocorrer no segundo semestre.