Depois da sofrida vitória no primeiro jogo dos playoffs das oitavas de final do NBB contra a Liga Sorocabana, o elenco francano se reapresentou na tarde de ontem, no Ginásio Poliesportivo. O elenco realizou apenas uma atividade de recuperação. Em quadra, o técnico Lula Ferreira comandou um rápido trabalho de arremessos. Nos vestiários, o treinador passou o vídeo da última partida.
Lula se mostrou satisfeito pela vitória conquistada fora de casa na abertura da série, mas reconheceu que o time não foi bem tecnicamente. Para o treinador, a derrota para Uberlândia, na última rodada de classificação que tirou Franca do G-4, pesou em certos momentos da partida. “Não fizemos uma boa partida tecnicamente. Foi um jogo ‘arrastado’, talvez pelo peso de termos saído do G-4. O que importa foi conseguirmos a vitória”, destacou. Diferentemente da fase de classificação, onde o Vivo/Franca conquistou duas vitórias com certa tranquilidade diante Sorocaba, no jogo da última segunda-feira, o time francano teve trabalho e o confronto só foi decidido nos segundos finais. Segundo o treinador, os duelos de playoffs são partidas totalmente diferentes. “Cada jogo tem uma história e pouco me importa se for uma vitória por 1, 2, 3 ou 30 pontos (diferença). O playoff é diferente, tem sabor de sangue. Um vai morrer, diferentemente da fase de classificação”. O segundo confronto acontece amanhã, às 20 horas, no Póli.
NA GELADA
O elenco francano entrou numa fria literalmente na tarde de ontem, no Póli. Depois do vídeo, cada jogador teve que entrar em um tambor cheio de gelo. Segundo especialistas, isso auxilia na recuperação e prevenção dos jogadores após atividades que requerem esforço. Batizada como crioterapia, a imersão é recomendada para apressar a recuperação muscular e foi acompanhada de perto pelo preparador Fúlvio Ventura.
Os semblantes dos atletas na banheira de gelo não foram os melhores. O armador Figueroa brincou com a atividade. “Tudo isso é necessário para nossa recuperação e assim podermos fazer o melhor possível no próximo jogo. O sofrimento vale a pena”, disse.