Para curtir dois mil quilos de pimenta por mês, a empresa Ki-Pimenta segue um procedimento que dura três dias. O processo vai da seleção do produto até o embalo da conserva para a venda.
Segundo o empresário Luciano da Silva Costa, ele viaja até quatro vezes ao mês para buscar as pimentas junto aos produtores. Em cada viagem traz 400 garrafas pet, de dois litros cada, cheias de pimenta dos mais variados tipos.
Após chegar ao depósito, o produto fica guardado para perder o gás (da própria pimenta) e só depois é lavado e selecionado.
Na etapa seguinte, acontece o preparo da conserva e o descanso do condimento durante um dia. “É um processo todo artesanal, mas que segue todas as normas de higiene e exigências da vigilância sanitária”, disse Costa.
Depois de cheios, os vidros de conservas são levados para secar e receber rótulo. É nesse momento que eles também são embalados e ficam prontos para a venda. “Embalamos em torno de mil vidros a cada dois dias e em seguida já levo para venda.” Sobre a marca - Ki-Pimenta, ele diz que comprou de um ex-fabricante que desistiu do negócio.
Ainda segundo o empresário, a receita original continua mantida, assim como o processo artesanal. O que mudou foi o profissionalismo ao preparar a conserva, que ganhou ares industrial e avançou para a região.