(Época em que morei, sozinho, na Av. Paulino Pucci)
A avenida é longa.
Espaço onde dezenas de estranhos
se cruzam todos os dias.
Minha casa não foi construída.
Tenho a impressão de que ela foi atirada aqui.
E eu dentro dela.
Só pra não incomodar,
para isso eu sirvo bem:
nenhum dos meus vizinhos
incomoda-se comigo.
As moças sensuais, tampouco
me sabem aqui.
Apenas circulam pela avenida,
deixando-se ser notadas, propositadamente.
Mas há uma mulher
que mora lá na Vila Santos Dumont.
Ela, sim, sabe que eu existo.
Ela sabe muito bem...