09 de julho de 2026

Aluna bate a cabeça e acusa professor de lhe negar socorro


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Uma doméstica de 31 anos, moradora na Vila Raycos, está revoltada com um professor de português de uma escola estadual da Zona Oeste de Franca, responsável pelas aulas dadas a sua filha de 14 anos. Segundo ela, o professor negou socorro à garota no último dia 8, após a aluna escorregar dentro da sala de aula e bater a cabeça na quina da lousa. A adolescente teria sido impedida de sair da sala em busca de socorro. O caso foi registrado no Plantão Policial, no mesmo dia da ocorrência, e as partes serão ouvidas na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher).

A adolescente de 14 anos disse ontem à reportagem que é perseguida pelo professor desde o ano passado, quando teve as primeiras aulas com ele. Uma amiga, que ingressou na escola este ano, também se diz vítima. “Ele criticou ela (minha amiga), tirou ela de perto de mim, dizendo que eu não era boa amizade. Ele já nos chamou de chatas, doidas”, disse a filha da doméstica.

No dia 8, o acidente com a aluna teria acontecido por volta das 17h30, ou seja, durante a última aula do 8º ano. “Minhas amigas estavam dançando. Minha caneta caiu enquanto eu estava copiando a lição. Eu fui buscá-la e escorreguei no piso que eles colocaram na sala. Bati a cabeça na quina da lousa. Ele, muito chato, não deixou eu sair da sala”, contou a adolescente.

A mãe diz ter encontrado a filha chorando, por volta das 18 horas, na porta da escola, com uma compressa de gelo no pescoço. Ela levada ao pronto-socorro “Dr. Álvaro Azzuz” e medicada. Ainda na tarde de ontem era possível ver o hematoma. Na mesma noite, a família procurou a delegacia de polícia. No dia 9, ficou acertada a transferência da menina. Desde ontem ela estuda no período da manhã, o que impede que tenha aulas com o professor em questão. “Eu estou muito chateada. Nós colocamos as crianças na escola para estudar, não para ser ‘agredido’ por professor”, reclamou a doméstica.

 

Secretaria vai apurar o caso

 A diretora da escola estadual cujo professor é acusado de negar socorro à aluna declarou não ser autorizada a dar entrevistas em razão de normas da Secretaria de Educação do Estado. Por isso, nem dirigentes locais, nem o professor em questão atenderam o Comércio.

A reportagem manteve contato com a assessoria de imprensa da Secretaria, através de e-mail e telefone, pouco antes das 18 horas de ontem.
Segundo a coordenadora Adriana Alves, não houve tempo hábil para contatar os envolvidos e obter maiores esclarecimentos sobre o ocorrido na escola francana.
Por volta das 19h30, a coordenadora Adriana Alves confirmou através de e-mail que a secretaria estadual "instaurou uma apuração preliminar para esclarecer o ocorrido a fim de adotar as medidas que forem cabíveis em relação ao caso".
 

Clique aqui e ouça a reclamação da mãe da aluna.