As autoridades policiais são categóricas ao afirmar que o tráfico preocupa e o combate deve ser feito diuturnamente. Segundo o capitão Cleotheos Sabino, comandante da 5ª Companhia de Polícia Militar, que abrange os bairros Vila São Sebastião e a avenida William Azzuz, a PM tem reforçado o patrulhamento nos bairros considerados críticos em ocorrências de tráfico de drogas.
“Nós temos programado algumas operações de saturação e visibilidade para evitar que essas pessoas se aglomerem em praças e em frente a comércios. Temos feito essas abordagens e deixamos viaturas por lá (...) Na hora que a viatura está lá, eles não ficam. Quando não está, eles acabam retornando. É um combate constante que temos que fazer”, disse o capitão.
Além disso, preocupa o aumento de crimes patrimoniais, motivados pelo uso de drogas. “Essa necessidade que o usuário tem de fazer a compra do entorpecente gera a necessidade dele levantar recursos para isso. Como eles não tem emprego fixo, acabam partindo para o furto”, afirmou o comandante.
INVESTIGAÇÃO
Para o delegado titular da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Franca, Djalma Batista, o aumento de 30% das ocorrências de tráfico no primeiro bimestre deste ano mostra que o trabalho da polícia foi intensificado. Mas ele admite que o crime também cresceu. “A polícia agiu de forma mais contundente. Obviamente que, com o crescimento da cidade, de uma maneira geral, aumenta a criminalidade”, disse o delegado.
A Polícia Civil tem investigado e efetuado as prisões, porém, o tráfico é “rotativo”. “Muitas vezes, o tráfico volta. Outra pessoa substitui aquele que nós prendemos. Esse é o principal problema”, afirmou Batista.
Para se aproximar da população, as equipes da Dise são divididas por setores. “As equipes estão distribuídas por bairros para que tenhamos os policiais mais perto da sociedade, e para que a sociedade tenha confiança para passar detalhes.” Qualquer pessoa pode denunciar os casos pelo 190 da PM, ou pelo 197 e o 0800-941-0161 da Polícia Civil. A conversa é sigilosa e o denunciante não precisa se identificar.