A última sessão ordinária da Câmara Municipal de Restinga, realizada na noite de terça-feira, acabou em tumulto e na abertura de inquérito policial na Delegacia Seccional de Franca. O quebra-quebra começou após um bate-boca entre manifestantes e vereadores e só terminou após a chegada da Polícia Militar. Durante a briga, os baderneiros quebraram vidros e acionaram sinalizadores dentro do plenário. Até uma bomba foi solta para intimidar os legisladores. Todo o tumulto foi filmado por um cinegrafista que presta serviços para Câmara. Clique aqui e veja o vídeo.
Cerca de cem pessoas acompanhavam a sessão quando a confusão teve início. Segundo o presidente da Câmara, Fernando Costa (PSB), eram por volta das 20h30 quando um homem passou a agredir os vereadores verbalmente e a ficar mais exaltado. Convidado a conter os ânimos, ele não se calou e ainda insultou o público presente a também se manifestar contra os vereadores. “Não teve um motivo aparente, a sessão transcorria normalmente e não tinha projeto polêmico que provocasse aquela reação”, disse Costa.
Com o apoio de mais manifestantes e, em um ato de fúria, o homem pulou a mureta que separa o público dos vereadores e partiu para a violência, provocando uma confusão generalizada. Houve quebra de copos, de quadros da galeria de vereadores e muita gritaria. Dois sinalizadores, normalmente usados em estádios, e até uma bomba foram soltos no local espalhando estilhaços pelo plenário.
Para Costa, a suspeita é que alguém tenha ordenado e planejado a manifestação. “Ninguém vai para uma sessão da Câmara com sinalizadores e uma bomba sem intenção.” O presidente da Câmara disse também que conseguiu identificar no vídeo funcionários e pessoas com cargos de confiança na Prefeitura. “Acreditamos que eles imaginavam que a Câmara entraria com pedido de afastamento do prefeito, mas os projetos da noite não eram polêmicos.”
O vereador Moisés Radaeli (PMDB) quase foi atingido pela bomba que caiu em sua mesa. Ele classificou o episódio como lamentável para a democracia. “Esse vandalismo é uma vergonha e nós não podemos nos curvar diante a violência.”