10 de julho de 2026

Sete garagens dos predinhos da CDHU são demolidas no Leporace


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Moradores observam área demolida e reforma em um dos predinhos existentes no Leporace

A CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) deu mais um passo no processo de revitalização dos predinhos do Parque Vicente Leporace. Na última quinta-feira, sete garagens, usadas para guardar carros de moradores de três blocos e consideradas irregulares, foram demolidas. Os imóveis fazem parte de um conjunto de dez garagens construídas ao lado de um dos prédios do bairro. A demolição foi realizada mediante autorização dos próprios proprietários, que tiveram um prazo de dez dias para retirar os pertences, como madeiras e telhas. Três ainda permanecem em pé, já que a empresa não teve consentimento dos donos.

Dentro do projeto de revitalização do prédio, foi construído um estacionamento aberto com 23 vagas, o que gerou grande reclamação por parte dos moradores que alegam que o espaço não é suficiente para atender a todos os residentes no local. “Dos 64 apartamentos, 45 moradores têm carro e não há vagas para todo mundo. Agora é assim: quem chegar primeiro estaciona dentro do prédio. Quem não consegue tem que deixar o veículo na rua, correndo o risco de ser roubado. E, com a demolição da garagem, ainda vamos perder espaço devido ao muro que será construído no mesmo local”, disse a dona de casa Diná Cândida Silva, 56, que, no ano passado, teve sua locadora demolida.

A construção do novo estacionamento faz parte das obras de revitalização que prevê transformar o conjunto dos três prédios em “bloco modelo”. O projeto prospecta ainda melhoria das áreas externas e execução de paisagismo, com plantio de grama, construção de um playground, muro, pintura e mudança dos portões de acesso ao local. As obras tiveram início em outubro do ano passado, mas são alvo de muitas reclamações. “Os moradores não estão pagando a reforma, mas a CDHU está fazendo do jeito que quer. Ninguém nos perguntou nada. Por conta da obra, quando chove, muitos não conseguem entrar, porque forma uma poça d’água em frente aos prédios. Tivemos que colocar uma tábua para passar”, disse o funileiro Roberto Carlos da Silva, 47.

Outra insatisfação é quanto ao portão de acesso, que deve ser transferido para a rua atrás do condomínio. Atualmente, o acesso é livre devido à falta de muro no local. “Queremos continuar com acesso pela avenida. No início da manhã, tem criança que sai cedo de casa para pegar a van para a escola e a rua atrás do prédio é muito escura”, reclamou a autônoma Cristiane Pereira de Oliveira, 39.

A reportagem tentou entrar em contato com a assessoria de imprensa da CDHU, mas, em razão do feriado, não foi possível encontrar nenhum assessor para dar mais detalhes da demolição das garagens.