Responsável pelo maior gasto declarado à Câmara, Pastor Otávio (PTB) alegou que os valores se justificam porque permaneceu mais tempo em São Paulo do que os demais vereadores. Disse ainda que, durante o seminário em que recebeu a medalha, participou de uma palestra sobre a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal). “Meus companheiros retornaram no dia seguinte, mas eu tinha outros compromissos. Levei uma série de documentos para serem entregues a deputados estaduais e federais na Assembleia Legislativa, onde representei a Câmara em um fórum para prefeitos e vereadores eleitos.”
Segundo o pastor, a justificativa para a existência em sua declaração de gastos com combustível, diária para o motorista e compra de passagem de ônibus é o fato de ter esticado a permanência. “Fui com o carro da Câmara, mas voltei de ônibus depois quando o carro já havia retornado.” A explicação não consta da declaração entregue à Câmara.
Valéria Marson (PSDB) também disse ter participado da palestra sobre a LRF e ficado mais um dia para participar de outro evento, que não aconteceu. “Estive na CDHU e aguardava para ser atendida quando recebi um telefonema informando que a audiência havia sido adiada em função do falecimento de um diretor. Estive em São Paulo fazendo um trabalho para a nossa cidade.”
A vereadora disse que não fez mau uso do dinheiro público e que acatará o que for decidido pela apuração interna. “Não houve irregularidade. Se houve, vai ser devolvido, quem vai decidir é a Corregedoria.”
Nirley de Souza (DEM) não atendeu aos telefonemas feitos em seu celular.