09 de julho de 2026

Prefeitura de Franca determina varredura nos prédios das escolas


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Área da EMEI ‘Frei Germano Annecy’, no Parque Progresso, que está interditada porque corre risco de desabar

Prontos ou em vias de serem entregues, pelo menos quatro prédios da Secretaria Municipal de Franca enfrentam problemas. São erros de execução de projeto de construção, atrasos no andamento e danos estruturais que impedem a ocupação dos imóveis ou afetam seu funcionamento normal.

A situação mais séria foi detectada, na última segunda-feira, na Emei (Escola Municipal de Ensino Infantil) “Frei Germano Annecy”, no Parque Progresso. A escola foi reformada em 2012. Ganhou novas salas e quadra coberta. Mas com as chuvas do fim de semana passado, o telhado de três salas de aula corria o risco de desabar. A Secretaria Municipal de Educação decidiu acionar o setor de obras da Prefeitura, que interditou os locais.

Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, a execução do telhado nas obras de reforma não seguiu o estipulado no projeto. Com a vinda das chuvas, o problema de madeiramento e telhas ficou evidente.

As crianças tiveram que ser transferidas. “Cinto e cinquenta e três estudantes estão aqui no prédio do Colégio Champagnat. Os outros 143 estão estudando no antigo prédio da Escola Dinâmica Espiral. Já providenciamos o transporte, feito com a presença de monitores”, disse a secretária de Educação, Leila Haddad.

As obras para o conserto do telhado já estão em andamento, mas ainda não há uma previsão de conclusão. Os custos, segundo a Prefeitura, estão sendo pagos pela empreiteira responsável pela reforma.

Programada para ser entregue no início de 2012, a construção da escola municipal do Jardim Piratininga, orçada em R$ 4,1 milhões, está um ano atrasada. Segundo fontes ligadas à Secretaria Municipal de Educação, os motivos do atraso na entrega seriam falhas na execução da obra, que sofria com goteiras e infiltrações.

Os alunos que deveriam estar ocupando as novas salas, hoje, estudam provisoriamente no Colégio Modelo, na rua Afonso Pena.

A Prefeitura disse que o prédio já deveria ter sido entregue, mas um temporal que caiu sobre a cidade no dia 28 de dezembro do ano passado danificou o telhado, que precisou ser refeito. Não há previsão de liberação.

Outro local que também já deveria estar funcionando é a nova creche que foi construída na Vila Isabel. Lá os problemas não estão no prédio, mas na falta de previsão de ampliação de galerias pluviais. Com a construção da creche, se não houvesse a troca das galerias, o prédio sofreria com inundações.

Segundo a Prefeitura, a ampliação das galerias está em execução e deve ser entregue ainda este ano.

Além das novas obras, outro prédio que apresenta problemas e deve ser fechado para reformas é o CCI (Centro de Convivência Infantil) que funciona na rua Francisco Barbosa, na Cidade Nova. O centro é uma espécie de creche que atende os filhos dos servidores municipais.

O prédio é antigo e apresenta rachaduras nas paredes, infiltrações e não tem mais condições de abrigar as crianças. A assessoria da Prefeitura informou que o processo para a reforma do prédio já está em andamento e que as obras devem começar ainda este ano.

VARREDURA
Com o surgimento de problemas em diversas obras da Secretaria da Educação, o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) determinou uma varredura para saber em qual estado se encontram os prédios que abrigam escolas e creches.

O estudo está em andamento e ainda não foi feito um balanço parcial. A ideia, segundo a assessoria de imprensa, é identificar os problemas e consertá-los, seja acionando as empreiteiras responsáveis ou a própria Prefeitura. Não há previsão para a divulgação dos resultados dessa varredura.