Foi bem assim que agiram milhares de mulheres cujos corpos hoje repousam sete palmos abaixo da terra. Seus maridos machões e truculentos, seus donos, foram aumentando a dose da violência, certos da passividade de suas companheiras, até que um dia a surra levou à lesão grave que provocou o óbito. Seria o caso de adaptar uma antiga exortação: ‘não perguntem à Lei o que ela pode fazer por vocês. Antes, perguntem o que vocês podem fazer pela Lei’, para que, de fato, seja aplicada e melhore a sociedade tanto quanto desejamos.
Ronaldo Silva
Franca - SP