08 de julho de 2026

Alimento diário


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O tesouro - Sardes

O quinto mistério é a parábola do tesouro escondido e está relacionado com a igreja em Sardes, que representa a condição da igreja a partir do início do séc. XVI. Sardes significa restauração, mas as restauração não foi completa.
A igreja em Sarde saiu da Igreja Católica Romana, isto é, saiu de Tiatira. Assim como ocorreu na parábola do tesouro também ocorreu com a igreja em Sarde. Aquele tesouro oculto no campo, mesmo depois de ser achado por certo homem, ficou escondido. Embora a igreja em Sardes já tivesse ‘encontrado’ o reino, eles não o praticaram. Esse tesouro, composto de ouro, prata e pedras preciosas, é o material usado para a edificação da igreja, a qual é o reino dos céus (1CO3:10).
O Senhor disse-lhes: ‘Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto’. Eles têm nome de restauração, mas não fizeram a obra da restauração. O tesouro já foi descoberto, pagou-se um alto preço para compra-lo, entretanto ele ainda continua escondido no campo. A igreja em Sardes só tem conhecimento do reino; por meio da Bíblia encontraram um tesouro muito precioso, o reino, mas não edificaram a igreja com ele, antes o deixaram escondido no campo. Somente quando a igreja for edificada teremos a manifestação do reino dos céus.
A pérola Filadélfia
O sexto mistério é a parábola do que negocia e procura boa pérolas e está relacionado com a igreja em Filadélfia (Mt 13:45-46;cf. Ap 3:7-13). Filadélfia significa amor fraternal.
Em Mateus 13:45-46 lemos: ‘O reino dos céus é também semelhante a um que negocia e procura boas pérolas; e, tendo achado uma pérola de grande valor, vende tudo o que possui e a compra’. Cristo e a igreja são tipificados por essa pérola. Cristo é a cabeça, e a igreja, Seu corpo. Quando esse homem descobriu uma pérola de grande valor, que é Cristo, pagou todo preço para obtê-lo.
Por um lado, a pérola se refere a Cristo, pois na nova Jerusalém as doze portas são doze pérolas (Ap 21:21;cf.Jo 10:7). Por outro, Cristo é como uma ostra por meio da qual nos tornamos as muitas pérolas. Assim como a ostra sofre quando um grão de aeia penetra em seu interior, Cristo sofreu, a ponto de dar Sua própria vida quando ainda éramos pecadores. Como a ostra, Ele não nos expulsou, mas dia a dia está nos formando, protegendo e envolvendo-nos. Quanto mais tempo permanecemos em Cristo, mais Cristo teremos, e maior será ‘a pérola’. Esse quadro é muito parecido com o auditório da Estância Árvore da vida, em formato de ostra, que representa Cristo. Nos interior dessa ‘grande ostra’, representamos as pérolas, que permanecem em Cristo e recebem vida pela Palavra para crescer o máximo possível.
Na parábola de Mateus 13, aquele negociante vendeu tudo o que tinha para comprá-la por que se tratava de uma pérola de grande valor. Grande é o mistério da piedade: Deus manifestado na carne. De um lado, essa pérola é Cristo; de outro, somos nós ‘envolvidos’ por Cristo expressando-o. Assim temos a realidade desse grande mistério-Cristo e a igreja.

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