08 de julho de 2026

S. Nicolau de Flüe


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“Nicolau” significa “vencedor do povo”

Natural de Flüeli, Sachseln, Nicolau, ou Irmão Klaus, foi um montanhês analfabeto, casado e pai de 10 filhos, que participou ativamente na implantação da jovem confederação dos oito Cantões da Suíça central. Por isso os suíços o têm como herói nacional, pai da pátria, o fundador da Nação. Um dia enquanto pedia a Deus a graça de uma oração fervorosa, teve uma visão: de uma nuvem uma voz ordenou que ele se abandonasse inteiramente à vontade de Deus. Abandonou tudo, a propriedade, a mulher, Dorotéia, os filhos os parentes, popularidade, e fez-se peregrino, mas um camponês convenceu-o de que a vontade de Deus era que ele permanecesse no meio dos seus. Construiu uma cabana em Ranft e ali viveu por mais de 20 anos, entregue à contemplação. Acolhia a todos, pessoas simples e homens públicos, atraídos pela sua bondade e sabedoria. É considerado um dos grandes místicos da Igreja Universal. Um homem que em meio à obscuridade espiritual, às dúvidas e contradições, tinha consciência de ser arrastado por Deus que dirigia todas as suas ações. Na solidão, entregava-se a Deus mediante o jejum, a oração e a penitência, certo de que “Deus era a paz, uma paz que jamais poderia ser destruída”, a qual era a base para qualquer aliança sociopolítica e religiosa. Deus transformou sua vida em um referencial moral e espiritual para toda a sua gente. Tal era sua influência política que em 1478 evitou a guerra civil e tornou possível a unificação da Suíça. Por isso é chamado “Pai da Pátria”. Morreu rodeado pela mulher e pelos filhos, no dia 21 de março de 1487.

ORAÇÃO
Do temor de Deus

Deus, nosso Pai, que possamos hoje cumprir a vossa divina vontade. Dai-nos o fervor da oração e tornai-nos participativos na construção de um mundo em que vossa paz seja o maior dom. Com S. Nicolau elevemos a voz em nossa oração:
Ó meu Deus e meu Senhor, afastai de mim tudo o que me afasta de vós. Ó meu Senhor e meu Deus, livrai-me de mim mesmo e concedei-me que eu somente vos possua. Deus, nosso Pai, dai-nos sinceridade e lealdade naquilo que fazemos. Que a ninguém enganemos, tampouco negligenciemos nossos deveres e compromissos com a justiça sob o pretexto de trabalhar para a vida eterna. Sejamos guiados pelo temor de Deus e desempenhemos com retidão a missão a nós confiada (S. Nicolau).

Os Cincos Minutos dos Santos (J. Alves)
Editora: Ave-Maria, São Paulo, 2002