A venda da Unifran (Universidade de Franca) para o Grupo Educacional Cruzeiro do Sul, que tem como sócio a gestora inglesa Actis, foi negada ontem pelo chanceler da instituição, Clóvis Eduardo Pinto Ludovice. Ele até admite que a proposta de comercialização foi feita, mas o negócio não foi concretizado.
Uma possível venda foi alvo de matéria publicada na edição de ontem do Valor. Segundo apontou o jornal, as negociações estariam adiantadas e levariam à aquisição de 100% da Unifran pelo Cruzeiro do Sul. Ludovice disse que não aceitou a proposta e que não é de seu interesse vender a instituição.
O Valor citou inclusive, segundo informações de fontes ligadas ao setor, que a transação entre as duas instituições poderia variar entre R$ 120 milhões e R$ 150 milhões.
Ludovice não revela o valor apresentado pelo grupo educacional. “Não é uma questão de valor. Na verdade, não é de meu interesse. É uma questão de ideal.” O chanceler afirma que, mesmo se outro grupo apresentar propostas, não negociará a comercialização da universidade. “Eu, Clóvis Ludovice, nunca vou deixar a Unifran. Não estou vendendo nada.”
Recentemente, o Comércio entrou em contato com a assessoria de imprensa do Grupo Educacional Cruzeiro do Sul para saber se a instituição realmente tinha interesse em adquirir a Unifran, porém, a mesma não comentou o assunto.
A Unifran tem atualmente cerca de 12 mil alunos e oferece mais de 50 cursos de graduação e ainda de pós-graduação.
MEDICINA
E não são apenas os rumores sobre a venda da Unifran que têm dado o que falar. Recentemente o nome da instituição foi citado em uma matéria do programa da Globo Fantástico que dizia que a universidade teria sido alvo de uma quadrilha de golpistas especializada em fraudar vestibulares de medicina.
Segundo a Polícia Federal de Araraquara, uma das responsáveis por investigar a quadrilha, os golpistas desistiram de agir em Franca no vestibular realizado em 2012, que foi o primeiro aplicado. Na época, a assessoria de imprensa da universidade afirmou não ter recebido nenhuma informação oficial da ocorrência de possível fraude.