Morreu ontem, às 9h30, no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, Dênis da Silva Manso, 26, suspeito de ter ateado fogo à própria casa e matado sua família, na semana passada, em Morro Agudo. O rapaz estava internado no CTI (Centro de Terapia Intensiva) da unidade de queimados desde a última quinta-feira, 8, quando deu entrada no hospital com 70% do corpo carbonizado.
O crime brutal chocou a população da pequena cidade de Morro Agudo. A primeira vista, tudo parecia ser uma triste tragédia motivada por um acidente ocorrido durante um churrasco. No entanto, no decorrer do trabalho de investigação, conduzido pelo delegado João Batistussi Neto, o incêndio acidental transformou-se em um terrível caso de homicídio com requintes de crueldade e, possivelmente, motivado por ciúmes. De acordo com o inquérito, Manso, que trabalhava como motorista de uma usina de cana de açúcar de Morro Agudo, esfaqueou Eva Juliene Manso e depois ateou fogo na casa onde a família morava, matando o filho do casal, Pedro Henrique Fernandes Manso, de apenas 3 anos que estava no quarto. A mulher foi encontrada no banheiro.
Na casa, os investigadores encontraram duas garrafas pet, com resquícios de substância inflamável, e vários palitos de fósforo, riscados perto do quarto. Além disso, ficou constatado que todas as portas e janelas do local estavam fechadas. Mesmo queimado, foi o motorista quem chamou a polícia, informando-a que o fogo havia começado ao tentar acender a churrasqueira. Posteriormente, foi constatado que a residência não possui tal melhoria.