10 de julho de 2026

Polícia Federal prende francanos com 113 kg de cocaína em Jales


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Barras de droga são vistas na delegacia de Jales ontem à tarde

A Polícia Federal de Jales, na região de São José do Rio Preto, prendeu ontem dois francanos por envolvimento com tráfico de drogas, na Rodovia Euclides da Cunha, perto de Santa Fé do Sul-SP. Dois vendedores autônomos, um de 34 e outro de 35 anos, aguardavam em um posto de combustível a chegada de uma Kombi com 113 quilos de cocaína, bem escondida, no interior de sua carroceria.

Segundo os agentes federais, a divulgação de qualquer informação que leve a identificação dos envolvidos é proibida por lei, o que impediu a revelação de identidades ou endereço da dupla. Ainda de acordo com as autoridades federais, os francanos aguardavam dentro de um Hyundai Azera a entrega dos entorpecentes. O que mais chamou a atenção foi a criatividade e o cuidado com que os traficantes esconderam a droga. A cocaína com alto grau de pureza tinha selo com logomarca e estava estocada em três caixas de madeira vedada, para evitar a dissipação de cheiro.

Os traficantes pareciam conhecer bem as estratégias da polícia para verificação de veículos suspeitos. Para disfarçar a presença da droga, os traficantes jogaram borra de café em cima dos tabletes. A substância serve para confundir o olfato de cães farejadores, o que dificulta sua localização.

Recentemente, um novo equipamento importado dos Estados Unidos está sendo usado em rodovias federais para evitar o escoamento dos entorpecentes pelos estados brasileiros. Trata-se de um scanner, semelhante aos aparelhos de raio-X usados em aeroportos. Os cinco equipamentos disponibilizados para a Polícia Rodoviária Federal identificam mercadorias suspeitas dentro de qualquer veículo, inclusive em movimento. Cientes desta nova ferramenta, os bandidos encaparam os tabletes com papel carbono com o objetivo de confundir a leitura dos aparelhos e dificultar vistorias tecnológicas.

O motorista de uma Kombi, um agricultor de 55 anos, residente em Cáceres/MT confessou o crime, mas não informou a origem da droga. Ele foi preso junto com os outros dois receptadores. Todos, se condenados, poderão cumprir pena de até 15 anos de reclusão.