08 de julho de 2026

Alimento diário


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Não ser usurpado pelo Egito

As vestes na Bíblia representam nossa justiça. Adão tentou fazer roupas de folhas de figueira, porém o Senhor lhe fez vestes de peles de animais, indicando que um animal fora morto e seu sangue derrama, isto é, houve um sacrifício. Como Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jô 1:29) Cristo é nossa justiça (1 Co 1:30).
Embora, cronologicamente, saibamos que faz dois mil anos que o Senhor Jesus foi pendurado na cruz para resolver o problema dos nossos pecados, Apocalipse 13:8 diz que Ele foi morto desde a fundação do mundo.
Em Gênesis 3, o sangue do animal foi derramado em favor de Adão, a pele se tornou sua vestimenta e a gordura foi queimada sendo seu aroma inalado por Deus. Isso agradou muito a Deus e indica que houve reconciliação entre eles.
Em Êxodo temos um relato da Páscoa. Que representa a Páscoa? Para entendê-la, precisamos conhecer a história dos filhos de Israel. Quando Jacó desceu para o Egito com sua família, eram setenta pessoas e foram habitar na melhor terra do Egito, a terra de Gósen, onde prosperaram, cresceram e se multiplicaram (cf. Gn 47:27). Então, visto que tinham um viver confortável, esqueceram-se de Deus. O povo de Israel ficou no Egito por quatrocentos e trinta anos e não há nenhum registro de que serviram a Deus nesse período. Deus então, levantou uma situação para fazê-lo voltar a Ele. Levantou-se novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José, o qual viu que os filhos de Israel eram mais numerosos e fortes do que ele. Assim, ele usou de astúcia para que eles não se multiplicassem e se juntassem com os inimigos do Egito, para pelejar contra ele, e saíssem da terra. Os egípcios, então, puseram sobre os israelitas feitores de obras, para os afligirem com suas cargas, e edificaram na Faraó as cidades-celeiros, Pintom e Ramessés (cf. Ex 1:8-11). Ao passar por todo esse sofrimento, eles clamaram a Deus, pois sentiram que precisavam Dele.
Essa não é uma história, mas é o que aconteceu com o povo de Israel e pode ser aplicado à vida de cada um de nós. Quando temos vida “boa”, não podemos esquecer-nos que, se Deus não tivesse cuidado de nós, nada teríamos. Portanto, não nos esqueçamos do nosso Deus. O povo de Israel se esqueceu de Deus, por isso Ele levantou uma situação que os colocou sob trabalhos forçados, e isso freqüentemente acontece conosco.
No início da nossa vida cristã, quando nos consertemos, estamos bem com Deus. Ofertamos sem problema nenhum e, quando há uma necessidade especial na igreja, ofertamos mais ainda. Mas, com o passar do tempo, progredimos nos negócios e melhoramentos de vida, ganhando mais. Talvez, antes, algum irmão trabalhasse oito horas por dia; agora, depois de promovido, trabalha dez horas. Inicialmente ele pensa: “Duas horas a mais de trabalho não é problema, pois ainda ouço a voz do Senhor e estou prosperando”. Depois seu patrão o promove novamente. Agora que já é gerente, não consegue mais controlar seu tempo, precisa trabalhar também aos sábados e às vezes até viajar para o exterior. Pouco a pouco, então, deixa Deus de lado. Isso acontece com muitos irmãos. Esperamos que todos nós possamos prestar atenção a isso para nunca nos esquecer de Deus.

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