João Guilherme & Cuiabano são uma dupla que nasceu há dois anos em Franca e que já começa a destacar-se no cenário sertanejo da região. Mesmo com pouco tempo de estrada, parcerias com artistas como Bruno & Marrone, João Bosco & Vinicius, Jorge & Mateus, Zé Henrique & Gabriel e Zezé Di Camargo & Luciano já aconteceram nos palcos. “Ter conseguido isso foi conquistar espaço perante aqueles que a gente ‘endeusava’. É quando se começa a ver que é real”, disse João Guilherme sobre a experiência de cantar ao lado de seus ídolos. “A emoção foi muito boa. Eu consegui ficar mais bobo do que eu já sou”, completou, aos risos, Cuiabano.
Ao contrário do que normalmente acontece, a amizade entre ambos aconteceu após o contato profissional. Cantor de barzinhos, João Guilherme procurava um ‘segundeiro’ para formar parceria e levar a sério sua história no universo sertanejo. Cuiabano, que já havia tentado carreira com outro parceiro, também procurava alguém para voltar aos palcos. Os caminhos dos dois então se cruzaram por intermédio de um amigo em comum e a afinidade foi instantânea. “Adorei de cara a voz do Cuiabano, mas o repertório foi um grande impasse. Enquanto ele seguia uma linha Emílio & Eduardo, eu seguia Jorge & Mateus. Então, quando a gente sentou para decidir o repertório, foi um choque até acertarmos. Foi quando descobrimos em Zé Henrique & Gabriel um ponto de referência”, contou João Guilherme. As influências que no começo dividiram opiniões, resultaram um repertório abrangente. João Guilherme busca o tom apaixonado das letras que fizeram muito sucesso nos anos 90 e começo de 2000 nas vozes de Zezé Di Camargo & Luciano e Bruno & Marrone e Cuiabano equilibra com uma ‘pegada’ mais animada, com o clima de balada presente nos sertanejos universitários. Essa versatilidade, inclusive, pode ser vista no primeiro disco da dupla, o João Guilherme & Cuiabano Acústico. Quanto ao mais novo projeto, que deve sair ainda neste semestre, a dupla faz segredo. “O que podemos adiantar é que o álbum será composto por 12 faixas, sendo sete regravações, que já foram sucesso com diversas duplas, e cinco inéditas”, disse Cuiabano.
Percorrer o caminho do sucesso nem sempre é fácil, mas, para eles, tudo parece valer a pena quando repica a viola. “Em um de nossos shows, recebi um telefonema avisando sobre a morte de uma prima e doença do meu avô. Me privei de estar com a família. Mas quem trabalha no palco não pode se abater, porque o show não pode parar. A luz pode até ficar um pouco fraca e você não terá o mesmo brilho, mas parar, jamais”, disse João Guilherme resumindo a persistência da dupla.