A babá de 44 anos, moradora na zona norte e acusada de abusar de um menino de 5 anos, filho de sua vizinha em um conjunto de prédios, prestou depoimento na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Franca na manhã de ontem. Ela negou as denúncias feitas pela mãe do menor, uma sapateira de 23 anos. A acusada foi enfática ao dizer à reportagem que não abusou do menino e que não sabe o motivo pelo qual é acusada.
A mulher compareceu no departamento policial, segundo ela, espontaneamente. A polícia também ouviu a criança e outra vizinha da família.
Em boletim de ocorrência registrado na última sexta-feira, a babá foi acusada de fazer o menino penetrar sua vagina com o pênis no interior de seu quarto, dentro do apartamento da sapateira. Ela trabalhou por 15 dias, em datas alternadas, das 5h30 às 7 horas, como babá de três crianças, uma delas a criança supostamente abusada.
Atualmente, a babá trabalha como diarista e disse nunca ter tido problemas no trabalho. Ontem, ela acordou às 2h30 e não conseguiu mais descansar. Pela manhã, procurou a DDM e aguardou a delegada Graciela Ambrósio para prestar depoimento. Negou tudo. Disse que está sendo vítima de uma “história mal contada”. “Não foi só eu que olhei essa criança. Mais gente olhou essa criança (...) Isso (o abuso) deve ter acontecido com alguém e pelo fato de eu estar olhando as crianças jogaram a culpa para cima de mim. Nem banho nessa criança eu dava. Como acontece uma coisa dessas?”, disse a acusada à reportagem.
Na manhã em que a denúncia foi feita, a diarista contou que ela, a sapateira e outras vizinhas estariam combinando um churrasco para o fim de semana seguinte. O clima era bom e a confusão teria começado de repente. “Fui colocar minhas roupas no varal e ela (a sapateira) veio me agredindo. Me pegou pelo braço, veio para me dar um murro e o marido dela fez a mesma coisa. Eu contei para a doutora Graciela (...) Ela acabou comigo aqui onde eu moro”, contou. A babá ainda afirmou que cuidou de outras duas crianças no prédio e nenhuma reclamação foi feita.
A diarista diz ter consciência de que pode ser presa, mas acredita que sua inocência será provada. “Isso tem que ser provado, tem que fazer exame, tem que ir em cima (...) Tem gente que fala: ‘por que você não foge?’ Eu? Fugir? Vou me condenar por uma coisa que não fiz?”, finalizou.