Franca deve ganhar até o final deste semestre mais uma escola técnica. A previsão foi feita nesta segunda-feira pelo deputado federal Marco Aurélio Ubiali (PSB), depois de um encontro com o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB).
Desde o final do ano passado, o Instituto Federal de São Paulo, que congrega cursos de ensino técnico e superior, autorizou a instalação de uma unidade em Franca. O problema é que a nova escola não tinha um local específico para funcionar, o que acabou suspendo o projeto. “Com a proximidade do final do mandato do atual presidente do instituto, Franca corria o risco de acabar perdendo esse benefício. Então, resolvi entrar em contato e ver com o prefeito Alexandre se ele não poderia emprestar ou doar um prédio para a escola”, disse Ubiali.
A reunião foi marcada para a manhã desta segunda-feira. No encontro, o prefeito concordou em emprestar um dos prédios da Prefeitura que estão vagos até que o Instituto construa uma sede própria. “O Alexandre se comprometeu a ajudar. Disse que deve indicar cinco locais para o IFSP, que poderão servir como escola.”
Entre os locais, está o prédio onde funcionou o gabinete do ex-prefeito Gilmar Dominici (PT) e depois a Casa dos Conselhos. O imóvel fica na Cidade Nova. “Das opções, este é o que me parece mais adequado. As plantas devem ser enviadas a São Paulo ainda nesta semana. Se tudo der certo, a instalação da unidade, que já foi autorizada, aconteceria imediatamente.”
A previsão é que o instituto leve 15 dias para analisar os imóveis indicados pela Prefeitura. Se um deles for aprovado, começa a fase burocrática de assinatura de convênios e contratos. “Isso deve levar de duas semanas a um mês. Sem dúvida, com o apoio dado agora pela Prefeitura, até julho a unidade de Franca estará funcionando”, afirmou Ubiali.
Como ainda não terá sede própria, a escola em Franca será uma extensão do polo do Instituto existente em Sertãozinho. No início, deverá abrir vagas para 300 estudantes em cursos técnicos federais. “Ainda estamos definindo quais e quantos serão esses cursos. A ideia inicial é atender à demanda da indústria por qualificação.”
Assim que essa primeira fase for concluída, o próximo passo será a instalação de cursos de ensino superior. “Vamos continuar lutando pela construção da sede própria para que essa ampliação possa ser feita. A meta é atender, quando o projeto estiver finalizado, entre 2 e 3 mil alunos.”