O Semeador e a semente do Reino
‘Os mistérios do reino dos céus’ (Mt 13:10-16).
Como vimos anteriormente, João Batista foi enviado por Deus para preparar o caminho do Senhor. Ele era da linhagem sacerdotal, e sua comissão como sacerdote era introduzir o Rei do reino dos céus, entretanto sua vestimenta e dieta eram peculiares, não como as dos sacerdotes do Antigo Testamento.
Depois que foi batizado por João Batista, o Senhor Jesus iniciou Seu ministério terrenal chamado Seus discípulos. Os primeiros a serem chamados foram Pedro e André, Tiado e João. Entre Seus muitos discípulos Ele escolheu doze, que se tornaram os apóstolos (Mt 10:1-4; cf. Lc 6:12-16). A palavra apóstolo significa enviado. Esses enviados também pregavam ás pessoas que o reino dos céus estava próximo (Mt 10:7).
Antes de enviá-los, Jesus apresentou-lhes como praticar a vida do reino através das nove bem-aventuranças de Mateus 5:3-12. Ser bem-aventurado significa ser abençoado, feliz. No Antigo Testamento recebemos a bênção prometida a Abraão quando recebemos o Espírito (Gl 3:14).
Podemos aplicar as nove bem-aventuranças ao Espírito que recebemos. Quando estamos no espírito nos esvaziamos e ganhamos o reino dos céus; os que choram serão consolados; os mansos herdarão a terra: os que têm fome e sede de justiça serão fartos; os misericordiosos alcançarão misericórdia; os limpos de coração verão a Deus; os pacificadores serão perseguidos e injuriados se regozijam e exultam, pois grande é o galardão nos céus. Essa é a benção prometida a Abraão, no Antigo Testamento, que chega anos, no Novo Testamento, em Jesus Cristo:o Espírito!
No capítulo 13 de Mateus temos as parábolas dos mistérios do reino dos céus. O principal requisito para entender as parábolas é estarmos no espírito. Caso contrário, na esfera mental, seremos levados a dar mil e uma interpretação acerca delas. Quando estamos no espírito, entretanto, nossos olhos e ouvidos são bem-aventurados porque podem ver e ouvir (v. 16).
Fomos regenerados e ganhamos a vida de Deus. Isso foi possível porque o Senhor morreu por nós na cruz e liberou-nos Sua vida divina (Jô 12:24). Os quatro evangelhos retratam a crucificação do Senhor e apresentam a importância do sangue. Quando Ele ainda estava na cruz, um dos soldados Lhe abriu o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. O sangue é para resolver o problema do pecado. Por outro lado, por meio do evangelho de João, vimos que além do sangue também saiu água do lado do Senhor (Jô 19:34). Em outras palavras, uma vez solucionado nosso problema de pecado, estamos qualificados a receber a vida divina, tipificada por essa água que saiu do lado do Senhor Jesus. Ela está diretamente relacionada á semente incorruptível que Ele plantou em nós por meio de Sua Palavra, que é viva.
O Senhor Jesus é a Palavra viva (Jô 1:1,14). Ele é a semente incorruptível que foi plantada em nós. Quando o Senhor anunciava o evangelho, Ele pregava essa Palavra viva, na qual estava a semente da vida (1 Pe 1:22-23,cf. Jô 6:63).
Assim, na primeira parábola podemos ver que o Senhor Jesus, além de ser o semeador, é a própria semente de vida que foi plantada em nós.
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