10 de julho de 2026

Crime bárbaro: motorista é acusado de matar a família


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Residência da família mostra sinais do incêndio na janela. Local está situado em bairro classe média da cidade

Um crime brutal chocou a cidade de Morro Agudo na madrugada de ontem. O que parecia ser um triste acidente, transformou-se ao longo do dia em um terrível caso de homicídio com requintes de crueldade e motivado por ciúmes. Segundo inquérito conduzido pela Polícia Civil do vizinho município, o motorista Dênis da Silva Manso, 26, esfaqueou sua mulher e ateou fogo na casa onde a família morava, matando o filho do casal, Pedro Henrique Fernandes Manso, de apenas 3 anos.

O crime aconteceu por volta das 3h30, no bairro Alto da Boa Vista. Foi o próprio motorista que ligou para a polícia. Ele disse que o fogo teria começado acidentalmente quando tentou acender uma churrasqueira. Uma explosão teria ocorrido. A versão, no entanto, não convenceu a polícia. A alegação foi de que a cena encontrada pelos policiais e peritos criminais que foram ao imóvel não conferem com a história contada pelo rapaz.

Assim que acionada, uma viatura da polícia se deslocou até a casa da família, localizada em um bairro de classe média de Morro Agudo, cidade distante 90 quilômetros de Franca. Assim que viram os graves ferimentos do rapaz, policiais acionaram uma ambulância, bem como o Corpo de Bombeiros. Uma viatura de Orlândia foi prestar o socorro, já que a cidade não possui base própria. As chamas na casa foram rapidamente controladas, mas atingiram um banheiro e o quarto do casal.

No primeiro cômodo, foi encontrado o corpo da dona de casa Eva Juliene Fernandes Manso, 19. A vítima estava caída dentro do box, com o corpo parcialmente queimado e com uma perfuração profunda na altura do seio esquerdo. No quarto ao lado, a destruição era total. Sobre a cama de casal, deitado de barriga para cima, estava o corpo sem vida do pequeno Pedro Henrique, fruto da relação iniciada em 2008 e sacramentada com o casamento em dezembro do ano passado.

No local dos fatos, os investigadores encontraram duas garrafas pet, com resquícios de substância inflamável, e vários palitos de fósforo, riscados perto do quarto. Além disso, todas as portas e janelas do local estavam fechadas. “Ele (Dênis Manso) deixou a porta da cozinha trancada com as chaves para fora. Isso nos levou a suspeitar que ele trancou a casa e saiu para chamar a polícia”, disse o investigador Daniel Cândido de Souza. O delegado João Batistussi Neto lembrou outra evidência que inviabiliza a tese do incêndio provocado por um acidente com uma churrasqueira: A residência não possui tal melhoria. Neto esclareceu a uma emissora de TV regional que o crime teve motivação passional, mas por motivos ainda a serem esclarecidos no inquérito.

A dúvida existente diz respeito a como Dênis Manso teve 70% do corpo queimado, o que ocasionou seu socorro e encaminhamento em estado grave ao Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

O velório de mãe e filho aconteceu ao lado do cemitério de Morro Agudo e os caixões estavam lacrados. O sepultamento aconteceu ontem às 17 horas.


Eva Juliene, 19, Dênis Manso, 26, e Pedro Henrique, 3