Agentes da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) apreenderam grande quantidade de drogas, na tarde de ontem, em cumprimento a dois mandados de busca e apreensão. Ao todo foram quase sete quilos de entorpecentes recolhidos, entre crack (500 gramas), cocaína (300 gramas) e maconha (6 quilos).
O delegado Djalma Donizete Batista esclareceu que sua equipe percorreu os bairros Paraty e Boa Vista. No total, três pessoas foram presas, cinco foram ouvidas e uma adolescente de 17 anos acabou recolhida à Fundação Casa. Batista ainda fez questão de lembrar da participação popular. “Essa apreensão só foi possível graças à população, que nos trouxe informações valiosas que ajudaram no trabalho”.
A maior quantidade de drogas foi encontrada com uma família, no Jardim Paraty, onde uma mulher de 44 anos, uma adolescente de 17 anos e um rapaz de 21 anos, com passagem pela polícia, foram surpreendidos pelos policiais. “Eu não falei nada. Eles (investigadores) chegaram dizendo que tinham um mandado e iriam revistar a casa. Eu não sabia que tinha droga lá dentro. Fiquei pasma quando vi a quantidade”, disse uma sapateira de 44 anos presa em flagrante.
O delegado explicou que a “família do tráfico” vendia tanto diretamente a usuários, quanto a outros traficantes menores. “Essa grande quantidade de droga seria vendida para outras biqueiras. Soubemos que a mãe, uma senhora de mais idade, participava ativamente na venda saindo às ruas de porta em porta e repassando entorpecente aos viciados.”
Durante interrogatório, feito em uma cela da Dise, o rapaz de 21 anos confessou que a negociação do produto acontecia há seis meses. A jovem de 17 anos, protestou e quis assumir toda a culpa dizendo que ela é quem havia comprado todo o material. A história foi descartada por Batista. Ele autuou todos os membros da família pelo crime de tráfico de drogas.
CHEIRO DE DROGA
Horas antes, no Parque Boa Vista, o proprietário de um lava a jato e outras quatro pessoas foram surpreendidos por agentes da Dise. As investigações iniciadas em janeiro apuravam a informação de que o local era usado para venda de cocaína. Um cão farejador da polícia foi usado para encontrar a droga que ficava escondida em um cano de PVC dentro de um banheiro. Ao todo foram encontradas 120 porções da droga, que eram vendidas a R$ 20 cada uma.
O proprietário do lava a jato confessou o crime e foi preso em flagrante. Segundo seu advogado, Rui Engrácia Garcia, que esteve presente durante todo o depoimento, a confissão foi a melhor escolha para seu cliente. Como é réu primário, o comerciante pode ter sua pena diminuída de 5 para 2 anos. “Além disso, se dissesse que os outros envolvidos também vendiam, o delegado poderia enquadrá-lo pelo crime de associação ao tráfico”, comentou o defensor público.