Não tem erro: a cada temporal Franca registra uma série de ocorrências que transtorna a população, causa prejuízos e deixa claro que ainda estamos longe de resolver os problemas de transbordamentos dos córregos do Bagres e do Cubatão, que trazem inundações às marginais, deixando marcas profundas e já tendo causado inclusive acidentes graves. Há mais de 30 anos (desde meados da década de 1980) a Prefeitura Municipal vem anunciando a resolução do problema mas o que se vê, no dia-a-dia do francano, é o temor de que a situação piore ainda mais. E foi o que se viu na noite de domingo.
A forte chuva que atingiu Franca causou destruição e deixou pontos da cidade alagados. Um dos locais mais atingidos foi o Fórum ‘Alberto de Azevedo’, cujo térreo foi totalmente inundado, causando transtornos na manhã de segunda-feira. Totalmente alagado e sujo, o Fórum ainda teve sua grade de proteção derrubada pela força das águas. Com vários processos molhados, e a possibilidade da rede elétrica ter sido danificada, a direção da sede da Justiça em Franca houve por bem suspender seus serviços por no mínimo três dias. (O TJ, por sua vez, determinou a retomada dos trabalhos nesta terça-feira, além de ter autorizado o aluguel de um novo prédio para acomodar o Fórum até que seja construída a Cidade Judiciária).
Também parte do Uni-Facef foi alagada, as avenidas marginais ficaram inteiramente sob as águas. Além disso, a Defesa Civil registrou outras ocorrências, como desabamentos de muro e outros alagamentos de menor monta, queda de energia em milhares de pontos... Ou seja, transtornos sem fim.
Não é a primeira vez em que o Fórum tem suas salas térreas invadidas pelas águas do córrego Cubatão. E, pelo andar da carruagem, não será a última vez que aquela área passará por isso, em que pese a eventual mudança do Fórum. No final do ano passado, quando se esperava a inauguração do viaduto da avenida Major Nicácio, surgiu a informação de que seria necessário o alargamento do córrego para acabar de vez com o transbordamento. Depois, essa ideia foi abandonada. E se viu o resultado na noite de domingo. Até quando a cidade vai conseguir esperar por uma solução? Mais trinta anos é impensável. Será que as autoridades vão agir como sempre, esperando para remediar antes de prevenir? Ao contrário do que se pode pensar, a situação é delicada e urge uma providência que seja definitiva.